A presidente do Federal Reserve (Fed) de Cleveland, Beth Hammack, afirmou que a incerteza em torno das perspectivas econômicas aumentou em 2026, o que também tornou mais incerta a trajetória futura da política monetária, ao justificar a dissidência na decisão de abril do banco central americano. Na reunião, ela apoiou a manutenção da meta para os juros e discordou da inclusão de uma “tendência de flexibilização monetária” na declaração.

“Discordei da declaração por não acreditar que fosse apropriado incluir uma indicação de afrouxamento monetário em relação à trajetória futura da política monetária”, escreveu, em comunicado publicado nesta sexta-feira.

Segundo Hammack, a orientação futura sobre “ajustes adicionais” foi incluída na declaração para sinalizar uma pausa – e não o fim – do ciclo de afrouxamento monetário, o que ela considerou “inadequado”, dadas as perspectivas atuais.

Hammack observou que a atividade econômica dos EUA tem se mostrado resiliente até o momento e que a taxa de desemprego variou pouco, permanecendo próxima de sua estimativa de pleno emprego. Por outro lado, ela afirmou que as pressões inflacionárias continuam disseminadas e que a alta dos preços do petróleo representa uma fonte adicional de pressão inflacionária.

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“A incerteza em torno das perspectivas econômicas é elevada, com riscos de alta para a inflação e riscos de baixa para o crescimento e o emprego”, avaliou, ao reiterar o compromisso com os objetivos do Fed de pleno emprego e estabilidade de preços.

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