O presidente Donald Trump, o senhor das guerras. (Reprodução: TV)


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (1º) que não considera satisfatória a proposta de acordo apresentada pelo Irã para encerrar o atual conflito entre os dois países. A declaração foi feita durante conversa com jornalistas na Casa Branca, em meio a negociações que seguem sem avanços concretos.

Segundo Trump, o governo iraniano demonstrou interesse em firmar um entendimento, mas os termos apresentados até o momento não atendem às expectativas de Washington. “Eles querem fazer um acordo, mas eu não estou satisfeito com isso”, disse o presidente, sem detalhar quais pontos são considerados inaceitáveis.

A proposta mais recente do Irã foi encaminhada a mediadores no Paquistão, de acordo com a agência estatal iraniana. Apesar disso, as tratativas enfrentam dificuldades, e contatos diplomáticos têm ocorrido principalmente por telefone após o cancelamento de uma viagem de enviados americanos à região.

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O cenário permanece marcado por um cessar-fogo considerado frágil, vigente há cerca de três semanas, mas acompanhado de acusações mútuas de violações. Paralelamente, persiste o impasse no Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde circula aproximadamente um quinto do petróleo e gás comercializados globalmente em tempos de paz.

Os Estados Unidos mantêm um bloqueio naval que restringe a saída de petroleiros iranianos, medida que pressiona a economia do Irã e contribui para instabilidade nos mercados internacionais. Em contrapartida, Teerã segue exercendo controle sobre a região, aumentando as tensões geopolíticas.

O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, intensificou contatos com países do Oriente Médio e parceiros internacionais na tentativa de destravar as negociações. Entre os interlocutores estão autoridades de nações como Turquia, Arábia Saudita e Catar.

A União Europeia também participa dos esforços diplomáticos. A chefe de política externa do bloco, Kaja Kallas, discutiu com representantes iranianos possíveis caminhos para reabrir o Estreito de Ormuz e estabelecer mecanismos de segurança de longo prazo.

Entre os principais pontos de divergência está a proposta iraniana de adiar discussões sobre seu programa nuclear — tema central para os Estados Unidos, que apontam o risco de desenvolvimento de armas nucleares como uma das razões para o conflito.

Desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, milhares de pessoas morreram na região, incluindo civis e militares em diferentes países envolvidos direta ou indiretamente. O prolongamento do impasse reforça preocupações internacionais sobre a estabilidade no Oriente Médio e os impactos econômicos globais.