Segundo Leila, a ideia é aguardar os próximos passos de uma possível liga estruturada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
“O objetivo do Palmeiras é sair da Libra. Não é que o Palmeiras vai migrar para a FFU (Futebol Forte União). Eu vou aguardar os próximos passos da futura liga organizada pela CBF. A Libra perdeu completamente o seu objetivo e a sua essência”, afirmou a dirigente.
Leila também relembrou o início das discussões entre os clubes, ainda em 2022, quando havia a expectativa de criação de uma liga unificada no país. A presidente admitiu frustração com o rumo das negociações.
“Pouco depois de eu me tornar presidente do Palmeiras, ainda em 2022, os clubes se reuniram em São Paulo com o objetivo de organizar uma liga única, a Libra. Hoje, percebo que naquela época eu era muito romântica. Pensei que, com aquela reunião, nós conseguiríamos organizar um campeonato juntos. Doce engano, doce ilusão”, declarou.
Em tom crítico ao cenário atual de organização do futebol brasileiro, Leila Pereira voltou a expor sua insatisfação com a falta de alinhamento entre os clubes e o rumo das ligas no país:
“Os clubes não se entendem. É um puxando mais para o seu lado, um querendo ganhar mais do que o outro, e não dá. Formaram-se então duas ligas que, na verdade, são dois blocos econômicos para negociar direitos de transmissão. Por um tempo, foi interessante, negociamos em conjunto o contrato com a Globo, mas ficou nisso… É impossível, do jeito que está, os dois blocos se unirem para organizar um campeonato. Tanto é que eu nem participo mais de reunião. Não suporto reunião em que não se decide nada”, disse Leila Pereira, presidente do Palmeiras
A dirigente ainda reforçou que vê dificuldade em alinhar interesses entre os clubes sem a participação da CBF no processo. Ao comentar o cenário atual, voltou a fazer uma provocação ao Flamengo, sem citar o clube diretamente.
“A liga precisa da CBF porque cada clube quer uma coisa diferente. Tem clube até que se acha o Real Madrid das Américas…”, disse.
O posicionamento de Leila acontece em meio a um cenário de desgaste interno na Libra, especialmente após divergências sobre a divisão de receitas de direitos de transmissão. Um dos pontos de atrito foi um acordo que aumentou a fatia recebida pelo Flamengo, o que gerou incômodo em outros clubes, incluindo o Palmeiras.
Mesmo diante das críticas, a dirigente já havia sinalizado anteriormente que decisões envolvendo a permanência ou saída do bloco precisam considerar impactos financeiros e coletivos.

