As Forças Armadas dos Estados Unidos rejeitaram, nesta segunda-feira, alegações do Irã de que um destróier americano teria sido atingido por mísseis ao tentar entrar no Estreito de Ormuz. O Comando Central afirmou que “nenhum navio da Marinha dos EUA foi atingido” e que as forças estão apoiando o Projeto Liberdade, nova operação anunciada pelo presidente Donald Trump para escoltar embarcações retidas na região.
Operação militar de grande porte
Segundo o Comando Central, a iniciativa mobiliza 15 mil militares, destróieres de mísseis guiados, mais de cem aeronaves terrestres e marítimas, além de plataformas não tripuladas. O objetivo é garantir passagem segura a navios de países não envolvidos na crise do Oriente Médio.
Trump classificou a ação como “gesto humanitário”, afirmando que centenas de embarcações e milhares de tripulantes sofrem com falta de suprimentos desde que o Irã intensificou ataques após a ofensiva conjunta de Washington e Israel há mais de dois meses.
Reação iraniana
Teerã reagiu rapidamente, divulgando um mapa que, segundo autoridades locais, delimita a área do estreito sob seu controle. Porta-vozes da Guarda Revolucionária advertiram que qualquer força estrangeira que se aproxime será alvo de ataques. “Embarcações que violarem essas normas serão interceptadas com toda a força”, disse Hossein Mohebbi, porta-voz da corporação.
O major-general Ali Abdollahi afirmou que qualquer tentativa americana de entrar no estreito será considerada “violação do cessar-fogo” em vigor.
Impacto econômico
A escalada já repercute nos mercados. O barril de Brent ultrapassou os US$ 112, e o preço médio da gasolina nos EUA chegou a US$ 4,46. Representantes da indústria naval afirmaram que o anúncio de Trump foi feito sem coordenação prévia, deixando empresas em busca de informações.
Mediação internacional
Com as negociações de paz paralisadas, o Paquistão tenta mediar o conflito. No domingo, o país facilitou a transferência de 22 marinheiros iranianos detidos pelos EUA, em medida descrita como tentativa de “fortalecer a confiança”.
Cenário de risco
O Centro Conjunto de Informações Marítimas dos EUA alertou que rotas habituais devem ser consideradas “extremamente perigosas” devido à presença de minas não neutralizadas. Recomenda-se que embarcações utilizem águas territoriais de Omã.
Enquanto Washington busca garantir o trânsito marítimo, Teerã insiste em reafirmar sua autoridade sobre a hidrovia estratégica, ampliando o risco de confronto direto.





