O que é o Desenrola Brasil?
É o programa do governo federal para renegociação de dívidas de pessoas físicas. A nova fase já está em vigor e envolve ajustes técnicos entre bancos e Ministério da Fazenda para liberar os canais de atendimento.
Quem pode participar?
Podem aderir pessoas com renda de até R$ 8.105, o equivalente a cinco salários mínimos. O valor renegociado não pode ultrapassar R$ 15 mil por CPF em cada instituição. Além disso, há modalidades específicas para estudantes com débitos no Fies, microempreendedores, agricultores familiares e servidores públicos.
Quais dívidas podem ser renegociadas?
Entram contratos de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal (CDC). É preciso que tenham sido feitos até 31 de janeiro de 2026 e estejam em atraso entre 90 dias e dois anos. Dívidas de até R$ 100 serão retiradas automaticamente dos cadastros de inadimplentes.
Quais são os benefícios oferecidos?
Os descontos variam de 30% a 90% do valor original. Os juros são limitados a 1,99% ao mês. O parcelamento pode ser feito em até 48 meses, com carência de 35 dias para a primeira parcela. Também é possível usar até 20% do saldo do FGTS, limitado a R$ 1.000, para amortizar o valor renegociado.
Quais bancos participam e como acessar?
Itaú e Bradesco já oferecem pré-atendimento e portais de consulta. Santander, C6 e BTG/Pan estão em fase de testes e devem liberar as ofertas nos próximos dias. A recomendação é usar aplicativos e sites oficiais ou procurar agências físicas. Evite intermediários para não cair em golpes.
Há alguma contrapartida para quem renegocia?
Sim. Quem aderir terá o CPF bloqueado em plataformas de apostas por 12 meses. A medida busca evitar que o alívio financeiro seja perdido em jogos e garantir que o foco permaneça no pagamento das parcelas e no consumo essencial.
Quando começa a valer na prática?
A medida provisória já tem validade jurídica, mas o acesso nos aplicativos e agências depende da conclusão dos ajustes técnicos. A expectativa é que os canais estejam plenamente disponíveis nos próximos dias.
O que fazer agora?
O consumidor deve acompanhar os canais oficiais dos bancos, reunir informações sobre suas dívidas e planejar a renegociação. O momento é de estratégia: entender os critérios e escolher a melhor condição para limpar o nome com segurança.


