A exploração de terras raras é oportunidade de o país enriquecer. (Foto: Divulgação)


O Brasil está no centro da disputa global por terras raras, minerais essenciais para semicondutores, baterias e defesa. O país possui a segunda maior reserva mundial, atrás apenas da China, mas ainda não domina o refino — o que abre espaço para pressões externas e o risco de se tornar apenas um exportador de matéria-prima.

O que são terras raras

  • Definição: Grupo de 17 elementos químicos (como neodímio, praseodímio e disprósio).
  • Aplicações: Usados em carros elétricos, turbinas eólicas, chips, celulares e sistemas militares.
  • Importância: São comparados a “vitaminas da indústria tecnológica”: pequenas quantidades garantem eficiência em produtos de ponta.

O papel do Brasil

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  • Reservas: Segunda maior reserva mundial (cerca de 21 milhões de toneladas).
  • Diferencial: Depósitos em argilas mais fáceis e baratas de processar do que em outros países.
  • Potencial estratégico: Pode ser um fornecedor alternativo aos EUA e Europa, que buscam reduzir a dependência da China.

Disputa geopolítica

  • Domínio Chinês: A China domina 80% do refino mundial, controlando cadeias globais.
  • Pressão Internacional: Os EUA pressionam o Brasil por acesso às reservas, inclusive com a compra de mineradoras locais (ex.: Serra Verde em Goiás por US$ 2,8 bilhões).
  • Competição: Rússia e China também investem em projetos no Brasil, ampliando a competição.

Marco regulatório brasileiro

  • Legislação: Aprovada pela Câmara em maio de 2026, cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos.
  • Investimentos: Prevê até R$ 7 bilhões em incentivos para processamento interno e rastreabilidade da cadeia.
  • Objetivo: Evitar que o Brasil seja apenas exportador de minério bruto e garantir a soberania sobre os recursos.

Riscos e oportunidades

  • Risco: Sem tecnologia própria, o Brasil pode perder valor agregado e se tornar dependente da importação de produtos acabados.
  • Oportunidade: Exigir a instalação de plantas industriais de refino e separação química em território nacional.
  • Impacto ambiental: A extração e o refino são processos caros e complexos, exigindo regulação rigorosa.