Thamires Rodrigues de Souza Peixoto, de apenas 28 anos, saiu de casa na tarde de quinta-feira (7) com um objetivo simples e cheio de afeto: ir ao cabeleireiro para se arrumar para a festa de Dia das Mães na escola das filhas. A comemoração estava marcada para o dia seguinte, justamente na véspera do aniversário de uma delas, e Thamires queria estar bonita para celebrar esse momento especial. O trajeto, porém, foi interrompido de forma brutal.
Enquanto seguia de carro de aplicativo pela Rua Professor Henrique Costa, na Taquara, Zona Oeste do Rio, uma discussão de trânsito mudou o destino daquela tarde. Segundo relato do motorista, um homem que dirigia um Peugeot branco se irritou com uma manobra, discutiu e, em seguida, sacou uma arma. “Ele apontou para o carro e atirou”, contou o condutor. O disparo atravessou o veículo e atingiu Thamires nas costas.
Desesperado, o motorista levou a passageira até a UPA da Cidade de Deus. A jovem chegou em estado grave, mas não resistiu. A notícia abalou familiares e amigos, que lembram da dedicação de Thamires às filhas e da expectativa que ela tinha para participar da festa escolar. Em respeito à tragédia, a escola decidiu adiar a comemoração.
Policiais do 18º BPM (Jacarepaguá) foram acionados e registraram a ocorrência na 32ª DP (Taquara). O caso está agora sob investigação da Delegacia de Homicídios da Capital, que busca identificar o autor dos disparos. Até o momento, não há informações sobre o suspeito.
A morte de Thamires expõe, mais uma vez, como a violência urbana atravessa histórias pessoais e interrompe sonhos cotidianos. Uma mãe que se preparava para celebrar o Dia das Mães e o aniversário da filha acabou vítima de um conflito banal no trânsito. O luto da família se mistura à indignação de uma cidade que convive diariamente com a banalização da violência.



