Equipes fazem resgate dos passageiros espanhóis a serem enviados para Madri. (Reprodução: TV)


Teve início neste domingo (10) o desembarque de mais de cem passageiros do cruzeiro MV Hondius, ancorado nas Ilhas Canárias após um surto de hantavírus a bordo. A operação, realizada no porto de Granadilla de Abona, deve se estender até esta segunda-feira (11), segundo autoridades espanholas.

Os primeiros a deixar a embarcação foram 14 cidadãos espanhóis. O grupo foi transportado em uma aeronave militar para Madri, onde permanecerá em quarentena hospitalar. Como o navio não recebeu permissão para atracar, o transbordo até o solo é feito por lanchas, seguido por comboios militares que levam os passageiros diretamente ao aeroporto de Tenerife Sul.

Há pessoas de mais de 20 nacionalidades a bordo. Para este domingo, está prevista a saída de 29 passageiros rumo à Holanda, além de cidadãos de França, Canadá, Turquia, Reino Unido e EUA. O último voo, com destino à Austrália, deve decolar na segunda-feira.

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O protocolo de segurança estabelece que os passageiros só podem desembarcar quando as aeronaves de repatriação estiverem prontas para a decolagem. O trajeto de dez quilômetros entre o porto e o aeroporto está isolado para evitar contato com a população local.

Monitoramento

A Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou todos os ocupantes como “contatos de alto risco”, o que exige observação por 42 dias. A tripulação, composta por 43 pessoas, permanecerá no navio, que seguirá para a Holanda na segunda-feira.
Apesar do alerta, o porta-voz da OMS, Christian Lindmeier, afirmou em Genebra que o risco de disseminação ampla é “absolutamente baixo”. O surto foi causado pela cepa Andes, de origem sul-americana, a única capaz de ser transmitida entre humanos. “Não é uma nova Covid”, tranquilizou Lindmeier.

Até o momento, três passageiros morreram em decorrência da doença. Outras cinco pessoas foram retiradas da embarcação anteriormente com suspeita de infecção — três casos foram confirmados. Não há novos relatos de sintomas a bordo. O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, acompanha a operação na Espanha.