A Abit, entidade que representa os fabricantes de vestuário, manifestou “profunda preocupação” em nota de repúdio à decisão do governo de zerar a “taxa das blusinhas”, como é chamado o imposto de importação de 20% sobre as compras de até US$ 50 em sites internacionais.

“Trata-se de uma decisão extremamente equivocada, que penaliza de modo direto quem investe, produz, emprega e acredita no Brasil”, comenta a associação.

Segundo a Abit, a medida amplia a desigualdade tributária e regulatória na competição com os importados, o que prejudica empresas nacionais tanto da indústria quanto do varejo. Cerca de 80% das peças de vestuário comercializadas no Brasil têm valor inferior a US$ 50.

A Abit diz que é “inadmissível” empresas brasileiras terem que arcar com elevada carga tributária, ao mesmo tempo em que pagam juros reais altos e cumprem com exigências trabalhistas, ambientais e regulatórias, enquanto concorrentes estrangeiros passam a ter vantagens maiores para acessar o mercado brasileiro.

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“Cabe lembrar que as indústrias fabricantes dos produtos que ingressam via plataformas eletrônicas já têm subsídios em seus países. O fim da taxa representa mais uma subvenção, mas concedida pelo governo brasileiro”, lamenta a associação da indústria têxtil.

A decisão, acrescenta, também representa um golpe sobre os investimentos produtivos, a geração de empregos formais e toda a cadeia têxtil e de confecção do Brasil. Além disso, a Abit frisa que haverá impacto negativo sobre a arrecadação pública, apontando R$ 1,78 bilhão em valor arrecadado pelo governo federal com encomendas internacionais apenas nos quatro primeiros meses de 2026.

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