A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) afirmou que o Brasil atende plenamente às normas sanitárias da União Europeia e que seguirá prestando esclarecimentos técnicos para evitar restrições às exportações de carnes e produtos de origem animal ao bloco europeu.
Em nota, a entidade declarou: “O Brasil cumpre integralmente todos os requisitos da União Europeia, inclusive no que tange aos regulamentos sobre antimicrobianos. É o que o Brasil demonstrará às autoridades sanitárias europeias.”
A decisão da Comissão Europeia, anunciada nesta semana, prevê a exclusão do Brasil da lista de países autorizados a exportar para o bloco a partir de 3 de setembro de 2026, sob alegação de falta de garantias suficientes sobre o controle do uso de antimicrobianos na pecuária.
O impacto potencial é significativo: mais de US$ 2 bilhões em exportações podem ser afetados, segundo estimativas de analistas do setor.
A ABPA reforçou que as vendas externas não estão suspensas até a data de vigência da medida. “As exportações não estão suspensas. A lista de países em não conformidade somente entrará em vigor a partir de 3 de setembro”, destacou a associação.
O setor brasileiro argumenta que possui estruturas sanitárias robustas, com protocolos de rastreabilidade e monitoramento veterinário.
“O país possui rígidos protocolos de rastreabilidade, monitoramento veterinário e uso responsável de medicamentos, em linha com referências internacionais de saúde animal e segurança dos alimentos”, acrescentou a entidade.
O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e o Itamaraty também reagiram à decisão, afirmando que receberam a medida “com surpresa” e que já estão em tratativas para demonstrar que os protocolos europeus são plenamente atendidos pelas empresas brasileiras.
O presidente da ABPA, Ricardo Santin, declarou em entrevista: “Cumprimos as regras da União Europeia, especialmente as de uso prudencial do antimicrobiano, há mais de 40 anos. Essa decisão nos surpreende porque não decorre de descumprimento, mas da forma como o Brasil deve comprovar a fiscalização.”





