O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, que vai manter sua pré-candidatura. (Foto: Reprodução)


O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato à Presidência da República pelo PSD, evitou comentar diretamente o caso envolvendo o senador Flávio Bolsonaro, citado em um pedido de recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para financiar um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Durante agenda em Campo Grande, nesta sexta-feira (15), Caiado afirmou que não fará “juízo de valor” sobre o comportamento de outras pessoas e declarou que “cada um responde pelos seus atos”.

“Não cabe ao candidato Ronaldo Caiado ficar fazendo juízo de valor sobre o comportamento de cada uma das pessoas”, afirmou durante coletiva de imprensa.

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Apesar do tom cauteloso ao abordar o caso, Caiado elevou as críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao PT. Segundo ele, o país enfrenta um cenário de endividamento, medidas improvisadas e políticas populistas.

O pré-candidato afirmou que o governo federal pressiona governadores ao mesmo tempo em que amplia subsídios e promove mudanças tributárias. Para Caiado, a oposição deve manter o foco no debate eleitoral de 2026.

Na área de segurança pública, o ex-governador atribuiu o avanço das facções criminosas aos governos petistas e citou o crescimento do PCC e do Comando Vermelho no país. Ele defendeu mudanças constitucionais para ampliar a autonomia dos estados no combate ao crime organizado, além de reforço nas ações contra o tráfico de armas e drogas.

Durante a passagem por Mato Grosso do Sul, Caiado também discutiu temas ligados à logística e ao agronegócio, incluindo a Rota Bioceânica, o setor de celulose e o acordo entre Mercosul e União Europeia. O político ainda elogiou o senador Nelsinho Trad (PSD) e afirmou que alianças regionais devem ser conduzidas pelas lideranças locais.