Após anos afastado da política institucional, o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa voltou ao centro do debate nacional ao se filiar ao partido Democracia Cristã e despontar como possível candidato à Presidência da República nas eleições de 2026. A movimentação foi confirmada e marca uma mudança estratégica no partido, que deve substituir a pré-candidatura de Aldo Rebelo pela do ex-presidente do STF.
A articulação ocorre em meio ao avanço das discussões eleitorais para 2026 e à tentativa de partidos de centro e direita ampliarem espaço no cenário político nacional. Presidente do DC, João Caldas afirmou que a entrada de Barbosa na sigla tem como objetivo colocá-lo diretamente na disputa pelo Palácio do Planalto.
“Ele se filiou ao partido para concorrer. Atualmente, vivemos no Brasil uma crise institucional entre os três poderes. Não existe ninguém melhor do que Joaquim Barbosa para resolver isso”, declarou Caldas.
Joaquim Barbosa integrou o STF entre 2003 e 2014 e ganhou projeção nacional ao relatar o julgamento do Mensalão, considerado um dos processos mais emblemáticos da história recente da política brasileira. Em 2014, aposentou-se antecipadamente da Corte, dez anos antes do prazo limite previsto pela legislação.
Não é a primeira vez que seu nome surge como opção eleitoral. Em 2018, Barbosa chegou a ser cotado para disputar a Presidência da República, mas desistiu da candidatura meses antes do início oficial da campanha.
A possível entrada do ex-ministro na corrida presidencial movimenta ainda mais um cenário que já conta com nomes conhecidos da política nacional. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve buscar a reeleição pelo PT, enquanto setores da direita articulam candidaturas como a do senador Flávio Bolsonaro. Também aparecem entre os pré-candidatos o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema.


