Andrea Braga, diretora de negócios da Ipsos-Ipec. (Foto: Divulgação)


A Copa do Mundo de 2026, que será disputada nos Estados Unidos, Canadá e México, já tem um retrato preocupante no Brasil. Pesquisa da Ipsos-Ipec mostra queda expressiva no entusiasmo dos torcedores em comparação com o Mundial de 2022. Apenas 16% dos entrevistados afirmam estar “muito animados” com o torneio, contra 33% na última edição. O número dos que se dizem “um pouco animados” caiu de 32% para 25%. Já os “desanimados” saltaram de 29% para 46%. O índice dos que não souberam ou não responderam segue estável em 6%.

Queda entre jovens e por gênero

O desinteresse é mais acentuado entre os homens: 40% estavam animados em 2022, contra apenas 18% agora. Entre as mulheres, o índice caiu de 27% para 15%. A faixa etária de 16 a 24 anos registra a maior queda relativa: de 44% para 28%.

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Intenção de acompanhar os jogos

Apesar do desânimo, a Seleção Brasileira ainda mobiliza. Segundo o levantamento, 63% pretendem assistir às partidas da equipe, número que chega a 70% entre os homens. No entanto, cresce o grupo que não pretende ver nenhum jogo da Copa: de 24% em 2022 para 35% em 2026. Já os que dizem que vão “ver todos os jogos que puder” recuaram de 31% para 21%. O índice dos que pretendem assistir apenas aos jogos da Seleção oscilou de 44% para 42%.

Chances da Seleção

O otimismo em relação ao título também diminuiu. Hoje, 67% acreditam que o Brasil tem “alguma chance” de ser campeão, contra 80% em 2022. Apenas 18% veem “muitas chances”, enquanto 49% apontam “poucas chances”. O pessimismo cresceu: 26% afirmam que a Seleção “não tem chance” de conquistar o troféu, contra 9% quatro anos atrás.

Sentimentos predominantes

Entre os sentimentos ligados à Copa, a “esperança” lidera com 27%. Em seguida aparecem alegria (15%), preocupação (14%) e vergonha (14%). Decepção (13%) supera otimismo (12%). Outros sentimentos como ansiedade, brasilidade (9%), união (8%), força, sucesso e tristeza (7%) também foram citados. Revolta e satisfação ficaram em 4%, enquanto a raiva registrou apenas 2%. Uma parcela de 9% não se identificou com nenhum dos sentimentos listados.

Desafio para engajamento

“A pesquisa aponta para uma necessidade clara de engajamento e campanhas que busquem restaurar o entusiasmo perdido. Ações estratégicas de marketing e investimentos em engajamento da comunidade poderão ajudar a reverter as tendências observadas”, afirma .