Roberta Luchsinger foi alvo de buscas. (Foto: Instagram)


A empresária Roberta Luchsinger afirmou, em depoimento à Polícia Federal nesta quarta-feira (20), que não repassou valores ao empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, no âmbito das investigações que apuram supostas fraudes envolvendo descontos em benefícios do INSS.

O depoimento integra o inquérito que investiga a atuação do lobista Antônio Camilo Antunes, apontado como figura central em um esquema relacionado a irregularidades em descontos de aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Segundo a defesa da empresária, ela recebeu cerca de R$ 1,5 milhão do lobista para prestação de serviços ligados à regulação do mercado de canabidiol no Brasil. A versão apresentada à PF é de que os valores correspondiam a atividades de consultoria, sem relação com repasses a terceiros.

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Em nota, a defesa afirmou que Roberta não tinha conhecimento da origem dos recursos e que acreditava se tratar de dinheiro oriundo da atuação do investigado no setor farmacêutico.

As investigações apontam que a empresária teria apresentado o lobista a Lulinha, que demonstrava interesse no mercado de cannabis medicinal. A Polícia Federal apura se houve tentativa de intermediação de negócios junto ao Ministério da Saúde, o que é negado pelos envolvidos.

A defesa também sustenta que uma viagem a Portugal mencionada nas apurações teve caráter de prospecção de negócios no setor, sem concretização de contratos ou repasses financeiros.

A PF segue analisando provas, incluindo mensagens e registros de transações, para esclarecer a extensão das relações entre os investigados e eventual existência de irregularidades.