Fuzis apreendidos no aeroporto de Viracopos, em São Paulo.


Um dia depois de agentes da Receita Federal de Campinas (100 km de SP) terem apreendido 30 fuzis escondidos, desmontados, em cargas vindas dos Estados Unidos, a Polícia Federal (PF) cumpriu, nesta quinta-feira (20), 14 mandados de busca e apreensão contra suspeitos de tráfico internacional de armas, no Rio de Janeiro.


A ação contou com 80 agentes da PF e dez policiais civis. A apreensão em Campinas, no Aeroporto Internacional de Viracopos, foi divulgada na edição desta quarta (19) do BRASIL CONFIDENCIAL. Receita Federal apreende 30 fuzis em carga em Viracopos – Brasil Confidencial.


A ação no Rio foi denominada “Operação Cash Courier, desdobramento da “Operação Senhor das Armas”, desencadeada em 2017, que apreendeu 60 fuzis no Aeroporto Internacional do Rio (Tom Jobim/Galeão). A Polícia Federal suspeita que exista ligação entre os dois casos, com as armas sendo enviadas para o crime organizado, como PCC e Comando Vermelho.

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As armas apreendidas em Viracopos desencadearam uma investigação para tentar identificar os responsáveis pelo envio dos fuzis e o seu destino. No Rio, investigações da PF identificaram o suspeito de chefiar a organização criminosa. Ele foi responsável por trazer 2 mil fuzis de Miami, nos Estados Unidos, para o Rio de Janeiro.


As armas eram contrabandeadas para o Brasil e, depois, distribuídas a uma facção criminosa fluminense, que controla diversas comunidades no estado.


O homem apontado como líder do esquema, Josias João do Nascimento, ex-policial federal, é apontado como lider do esquema que já traficou ao menos dois fuzis para o Rio criminoso usava outras pessoas e empresas para adquirir imóveis e outros bens, com o objetivo de lavar o dinheiro obtido com o tráfico internacional de armas.


Além dos mandados de busca e apreensão, que estão sendo cumpridos em endereços residenciais e comerciais nos bairros da Barra da Tijuca e do Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste da capital fluminense, a Justiça determinou o sequestro e bloqueio de bens e ativos no valor total de R$ 50 milhões.


Os investigados responderão pelos crimes de tráfico internacional de armas, organização criminosa, lavagem de capital, evasão de divisas, corrupção ativa e corrupção passiva.


A operação conta com apoio do Ministério Público Federal (MPF), da Polícia Civil e da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp).