Os líderes europeus se reuniram em Paris e decidiram não suspender as sanções contra a Rússia, como Moscou exigia. Em vez disso, eles avançaram nos planos para enviar tropas à Ucrânia para garantir um possível acordo de paz.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, acusou Vladimir Putin de tentar “dividir” a Europa e os Estados Unidos. A reunião em Paris contou com a presença de 27 líderes europeus, chefes da OTAN e da União Europeia, além de representantes da Austrália, Canadá e Turquia.
A França e o Reino Unido propuseram o envio de forças militares por uma “coalizão de voluntários” para garantir a segurança da Ucrânia. No entanto, a ideia enfrentou resistência de alguns países, como a Croácia e a Itália.
O presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou que “vários países europeus” estão dispostos a enviar tropas à Ucrânia, mas ressaltou que essas forças teriam um caráter de “dissuasão” e não estariam na linha de frente.
A reunião em Paris também abordou a possibilidade de um cessar-fogo no Mar Negro, com a mediação dos Estados Unidos. No entanto, a Rússia estabeleceu condições para o acordo, incluindo a exigência de que os Estados Unidos aliviem as sanções que afetam seu setor agrícola.
Zelensky advertiu que suspender as sanções contra a Rússia enviaria “sinais muito perigosos” e pediu que o governo norte-americano seja “mais forte” diante de Moscou.
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, também se manifestou contra a suspensão das sanções, afirmando que “não é o momento” para levantá-las. “O que discutimos é como podemos aumentá-las”, acrescentou.
A reunião em Paris ocorreu após uma série de ataques russos à Ucrânia, que deixaram dezenas de civis feridos. A Ucrânia e a Rússia também trocaram acusações de violar um frágil acordo de não atacar as instalações energéticas do outro lado.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, acusou a Rússia de tentar “dividir” a Europa e os Estados Unidos com sua aproximação de Trump após mais de três anos de invasão russa na Ucrânia.
Zelensky também pediu que o governo norte-americano seja “mais forte” diante de Moscou e o instou a “reagir” diante dos novos ataques russos que representam, em sua opinião, uma violação do compromisso de não atacar alvos energéticos ucranianos.
A reunião em Paris foi vista como um esforço para manter a pressão sobre a Rússia e apoiar a Ucrânia em sua luta contra a invasão russa. No entanto, a falta de consenso sobre o envio de tropas à Ucrânia deixou claro que ainda há muito trabalho a ser feito para alcançar uma solução pacífica para o conflito.



