Maicol foi indiciado por homicídio qualificado em concurso com sequestro e ocultação de cadáver. Ele está preso e confessou o crime, segundo a polícia.
A defesa de Maicol, que alega que ele foi coagido a confessar o crime. Sobre o indiciamento, a defesa foi procurada e ainda não deu retorno.
A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que, nesta segunda-feira, 31, o delegado encarregado do caso, na companhia de peritos do Instituto de Criminalística (IC), realiza novas diligências na casa de Maicol, não sendo descartada a possibilidade de uma perícia complementar.
Os laudos solicitados ao IC e ao Instituto Médico Legal (IML) ainda estão em andamento e serão analisados pelo delegado assim que forem finalizados, diz a pasta. “As diligência prosseguem visando o devido esclarecimento dos fatos e a conclusão do inquérito.”
Reconstituição da morte
A polícia também vai fazer uma nova reconstituição da morte da jovem Vitória. A decisão foi tomada após a família apontar contradições no depoimento do rapaz suspeito do assassinato. A data será definida.
Conforme o advogado da família, Fábio Costa, o depoimento de Maicol apresenta incongruências, como a afirmação dele de que matou a jovem dentro do carro com duas facadas, usando a faca que estava entre o banco do motorista e a porta do veículo. A perícia indicou que ela recebeu ao menos três facadas e não identificou manchas de sangue no interior da cabine do carro, onde teria ocorrido a morte.
Segundo Costa, o investigado afirmou ter enterrado o corpo da vítima, usando uma pá e uma enxada, mas a constatação feita pelo advogado é de que o corpo de Vitória foi simplesmente deixado no local, não havendo sinais de que tenha sido enterrado, nem desenterrado. O defensor compartilha da opinião de familiares de Vitória de que, embora Maicol esteja envolvido, outras pessoas teriam participado do crime. Para a família, as investigações devem ser aprofundadas.
Sequestro na volta para casa
De acordo com a polícia, Vitória foi sequestrada após deixar o trabalho em um shopping de Cajamar e tomar um ônibus para sua casa. Naquela noite, o pai não foi buscá-la porque seu carro estava parado para conserto. A jovem foi abordada após descer do ônibus e quando seguia a pé para casa. Câmeras de segurança registraram o carro de Maicol nas imediações.
A investigação mostrou que o rapaz mantinha fotos da jovem no celular e seria um “stalker” (perseguidor). Na confissão, ele alega que convidou Vitória para entrar no carro, pois queria conversar. Sua intenção era que a jovem não revelasse à esposa dele que os dois tiveram um relacionamento anteriormente. Os dois discutiram ela o agrediu com unhadas e ele a teria matado com golpes de faca.
No último dia 24, a defesa de Maicol divulgou nota afirmando que o rapaz sofreu coação psicológica para confessar o crime. Segundo a nota, o depoimento foi tomado durante a noite e sem a presença dos advogados constituídos.
Sobre a nota de defesa, a SSP informou que “a Polícia Civil ressalta que todos os procedimentos adotados no caso, inclusive o depoimento do suspeito, obedeceram estritamente o Código de Processo Penal”.


