O ministro afirmou ainda que amanhã será o dia em se terá mais informações sobre as tarifas comerciais a serem impostas pelo governo Trump.


O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse, em entrevista coletiva concedida junto ao ministro das Finanças da França, Eric Lombard, em Paris, que o Brasil é entusiasta do acordo União Europeia e Mercosul. Também afirmou que qualquer retaliação comercial dos Estados Unidos ao Brasil seria recebida com surpresa.

“O presidente Lula liderou pessoalmente as negociações junto ao Mercosul e aos líderes europeus sobre o acordo”, frisou Haddad. Para ele, o acordo vai além da questão econômica: ‘é uma resposta política importante na direção de impedir uma situação bipolar no mundo”.

Na avaliação de Haddad, o multilateralismo deve se recolocar com força para que formas sustentáveis de desenvolvimento econômico possam prosperar. “Podemos tornar as economias mais competitivas, oferecendo uma alternativa ao mundo”, disse.

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O ministro afirmou ainda que amanhã será o dia em se terá mais informações sobre as tarifas comerciais a serem impostas pelo governo Trump. “O presidente Lula já adiantou que medidas protecionistas dos Estados Unidos não contribuem para a prosperidade geral”, complementou.

Haddad disse que o mundo corre o risco de crescer menos com uma postura protecionista norte-americana. Ele frisou que os Estados Unidos tem uma postura confortável em relação ao Brasil, que é deficitário tanto em bens como em serviços. “Nos causaria surpresa se o Brasil sofresse algum tipo de retaliação. Seria uma medida injustificada, uma vez que sempre na mesa de negociação. Lula trabalhou em cooperação nestes dois anos com o Estado americano. Não fazemos distinção de governos”, concluiu.

Leia aqui a matéria sobre os protestos organizados por políticos na França contra o acordo.