Míssil atingiu centro de inteligência do Exército de Israel. (Reprodução TV)


Enquanto a guerra entre Israel e Irã completa uma semana nesta quinta-feira, 19, cresce a mobilização das principais potências mundiais por uma desescalada no conflito.

O Irã aceitou se reunir na sexta-feira com representantes do Reino Unido, Alemanha e França para discutir o conflito e o futuro de seu programa nuclear. O encontro contará com o ministro de Exterior do Irã, Abbas Araghchi, e os chefes da diplomacia europeia.

Segundo uma fonte que participa da realização de encontro, os EUA participaram das negociações para reunião e sinalizaram positivamente sobre a iniciativa, ainda que não participem diretamente dela.

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Em paralelo, os líderes dos dois principais aliados do Irã, Rússia e China, aumentaram os contatos diplomáticos para pressionar pelo fim do conflito.

Em um telefonema, o presidente chinês, Xi Jinping, discutiu a guerra com o líder russo, Vladimir Putin, e ambos concordaram em um plano para pôr fim à crise.

Segundo a chancelaria chinesa, Pequim e Moscou pedirão por um cessar-fogo, garantias de segurança à população civil e negociações diretas entres as partes. Além disso, russos e chineses pediram que os EUA influam decisivamente para acalmar a situação.

Xi, que até o início da semana tinha evitado comentar o conflito, disse que a trégua deveria ser imediata e acatada pelos dois lados, mas que “especialmente Israel”, deveria parar com as hostilidades.

Putin, que tem atuado de uma maneira mais neutra no conflito, ofereceu pelo segundo dia seguido para mediar o fim do conflito – Israel tem um grande contingente de judeus russos vivendo no país, que é aliado do Irã.

Temor de entrada americana no conflito

Os esforços diplomáticos ocorrem em meio a temores de que os Estados Unidos entrem no conflito a favor de Israel.

Ontem, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se reuniu com o Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca pelo segundo dia seguido para discutir uma entrada americana no conflito entre Israel e Irã.

Na reunião, Trump recebeu os planos de ataque do Pentágono para desmantelar o programa nuclear iraniano e concordou com a estratégia militar que lhe foi apresentada, mas ainda não decidiu acioná-la, porque preferiu esperar uma última saída diplomática para a crise.

A disposição iraniana em negociar também tornou-se mais forte nos últimos dias, depois que os ataques israelenses aumentaram.

Apesar disso, as defesas iranianas e sua capacidade de contra-atacar ainda são relevantes. Do lado israelense, o governo reconhece que suas defesas não conseguem conter todos os ataques iranianos.