Trump confirma altas taxas de importação de produtos de grupo de países. (Foto: Instagram)


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou cartas a diferentes parceiros comerciais do país, anunciando novas tarifas sobre produtos importados que variam de 25% a 40%, com vigência a partir de 1º de agosto. Pelo menos 14 países receberão essas cartas, segundo a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt.

Países Afetados e Tarifas

As cartas enviadas aos líderes desses países seguem um padrão semelhante, com Trump afirmando que o gesto representa uma demonstração da “força e do compromisso” dos EUA com seus parceiros e destacando o interesse em manter as negociações, apesar do déficit comercial significativo.

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Conteúdo das Cartas

No texto enviado ao primeiro-ministro japonês, Ishiba Shigeru, Trump afirma que os EUA cobrarão uma tarifa de 25% sobre todos os produtos japoneses enviados ao país, separadamente de todas as tarifas setoriais. Ele acrescenta que os 25% são “muito menos do que o necessário” para eliminar a disparidade do déficit comercial entre os dois países.

Negociações

O envio das cartas confirma a prorrogação da suspensão das chamadas “tarifas recíprocas”, concedendo mais três semanas para a negociação de acordos bilaterais que evitem o aumento das tarifas. A suspensão de 90 dias das tarifas impostas pelo republicano estava prestes a expirar em 9 de julho.

Reações Internacionais

A União Europeia tenta evitar sobretaxas em áreas como agricultura, tecnologia e aviação, mas ainda enfrenta entraves nas negociações com os EUA. Japão, Índia, Coreia do Sul, Indonésia, Tailândia e Suíça também correm contra o tempo para apresentar concessões de última hora.

Ofensiva Contra o Brics

Trump também aumentou a ofensiva contra o Brics, grupo de países emergentes que inclui o Brasil, a Rússia, a China, a Índia, a África do Sul, os Emirados Árabes Unidos, o Egito, a Arábia Saudita, a Etiópia, a Indonésia e o Irã. Ele afirmou que vai impor uma tarifa adicional de 10% a “qualquer país que se alinhar às políticas antiamericanas do Brics”.

Respostas dos Países Afetados

A China afirmou que “o uso de tarifas não serve a ninguém” e declarou que “se opõe ao uso de tarifas como ferramenta para coagir outros países”. A Rússia respondeu às declarações de Trump, destacando que a cooperação dentro do Brics nunca foi dirigida contra terceiros. A África do Sul seguiu a mesma linha, afirmando que o Brics deve ser visto como um movimento em prol de um “multilateralismo reformado”. O Brasil ainda não se manifestou oficialmente.