A Torcida Independente, principal organizada do São Paulo, reuniu-se com jogadores e o técnico Hernán Crespo e o coordenador Muricy Ramalho nesta sexta-feira, véspera do clássico contra o Corinthians pelo Brasileirão. Cerca de 30 torcedores tiveram autorização para entrar no CT e participar do encontro.

Apesar de previamente combinado, o movimento é de cobrança por parte do grupo pelo momento ruim do time. O São Paulo é 16º na tabela do Campeonato Brasileiro, com apenas um ponto a mais que o Vitória, primeiro na zona de rebaixamento.

Já são cinco jogos sem vencer na competição. O time soma apenas duas vitórias. O número só não supera o lanterna Sport e empata com Vitória e Fortaleza, que também está no Z-4.

A Torcida Independente costuma posicionar-se junto da atual gestão, comandada por Julio Casares. Diante dos maus resultados, ainda com Luis Zubeldia, porém, a pressão aumentou.

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Líder da organizada, Henrique Gomes de Lima, o Baby, publicou um vídeo na sua página do Instagram cobrando a demissão do antigo técnico, dias antes da confirmação da saída.

“A diretoria tem de se virar para tratar de reforço. 2025 está sendo um ano difícil. É o mais difícil da história”, disse Baby, após a estreia de Crespo, que perdeu para o Flamengo em seu primeiro jogo.

Os problemas dentro de campo são agravados pelo departamento médico. O São Paulo atualizou a situação médica de Lucas Moura, que não tem previsão de retorno. Depois de voltar a sentir problema no joelho direito, o são-paulino novamente virou baixa e precisou passar por novo procedimento na sexta-feira.

As lesões, como a de Lucas, são problemas recorrentes nesta temporada, em que o elenco precisou ser enxugado. O clube tem obrigação de terminar o ano superavitário, como exigência do fundo que amortiza sua dívida financeira.

O São Paulo fechou 2024 com um déficit de R$ 287 milhões, enquanto a dívida total ficou em R$ 968,2 milhões. A parte referente a empréstimos corresponde a cerca de R$ 670 milhões.

O clube ainda não divulgou o balanço do primeiro semestre de 2025, mas o presidente Julio Casares já confirmou que houve déficit. Houve certa celebração, porém, por o número ser menor do que o esperado.

O déficit foi de R$ 31,8 milhões nos primeiros seis meses do ano. A projeção era de R$ 45,8 milhões. É comum que o primeiro semestre termine deficitário, já que há menos valores de premiação e vendas, por exemplo. No caso do São Paulo, os gastos também têm sido acima do esperado.

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