O gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu determinou nesta segunda-feira (4) que as Forças de Defesa de Israel (FDI) avancem militarmente para ocupar toda a Faixa de Gaza, incluindo áreas antes evitadas por abrigarem reféns israelenses. A informação foi divulgada por veículos de imprensa locais, como o Canal 12 e o The Jerusalem Post. A decisão marca uma intensificação significativa do conflito com o grupo terrorista Hamas, que controla o território desde 2007.
Segundo o Canal 12, a medida foi tomada após o Hamas divulgar um novo vídeo de um refém israelense visivelmente debilitado, forçado a cavar sua própria cova. O conteúdo gerou forte comoção e reforçou a pressão sobre o governo israelense. Um alto funcionário do gabinete de Netanyahu declarou que “a decisão está tomada, Israel vai ocupar toda a Faixa de Gaza”, acrescentando que o chefe do Estado-Maior, general Eyal Zamir, terá que renunciar caso discorde da ordem.
Atualmente, as FDI controlam cerca de 75% do território de Gaza, mas evitavam certas regiões densamente povoadas, como campos de refugiados, para minimizar o risco à vida dos reféns. Agora, com o impasse nas negociações de libertação e sinais de deterioração das condições dos sequestrados, o governo israelense decidiu ampliar sua ofensiva. “Se não agirmos agora, os reféns morrerão de fome e Gaza permanecerá sob controle do Hamas”, afirmou a fonte do gabinete.
O novo plano inclui operações em áreas centrais do enclave palestino, anteriormente consideradas sensíveis. A escalada promete aumentar ainda mais a tensão na região, já marcada por meses de combates desde os ataques do Hamas em 2023. Ainda não há informações sobre a reação internacional à decisão, mas grupos humanitários já expressam preocupação com o impacto sobre civis palestinos e sobre os próprios reféns.



