A tropa de choque do bolsonarismo: decidem ficar do lado do réu da tentativa de golpe de estado (Reproduções)


O ex-presidente Jair Bolsonaro foi colocado em prisão domiciliar por ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A decisão gerou uma onda de críticas de governadores de direita, que usaram as redes sociais para se manifestar. Cláudio Castro (PL-RJ), Romeu Zema (Novo-MG) e Ratinho Junior (PSD-PR) lamentaram a medida, classificando-a como “extrema” e “política”, e demonstraram solidariedade ao ex-presidente.

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Cláudio Castro

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“Bolsonaro sempre esteve à disposição da Justiça. Já disse e repito: não dá para tratar um ex-presidente desta forma. Decretar a sua prisão domiciliar é uma medida extrema que acirra tensões políticas e aprofunda divisões em um país que precisa de equilíbrio e serenidade.”

Romeu Zema

“Mais um capítulo sombrio na história de perseguição política do STF. Alexandre de Moraes agora colocou Bolsonaro em prisão domiciliar por ter sua voz ouvida nas redes. É a democracia do silêncio. A democracia do medo. Toda minha solidariedade ao presidente e sua família.”

Ratinho Junior

“O povo brasileiro acorda diariamente buscando prosperidade. E tem visto, infelizmente, cenas tristes, até mesmo com prisão domiciliar. Não será com ativismo, seja de qualquer parte, que iremos construir um novo País.”

“Devemos buscar o equilíbrio, o fortalecimento das nossas instituições e, sobretudo, a harmonia dos Poderes, respeitando o que está previsto na Constituição.”

“Briga não coloca mais comida na mesa do trabalhador. O Brasil precisa de união para seguir em paz. Ao ex-presidente Bolsonaro, a minha solidariedade.”

Eduardo Leite

“Como brasileiro, recebo com desânimo este episódio envolvendo a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. Não gosto da ideia de um ex-presidente não poder se manifestar, e gosto menos ainda de vê-lo ser preso por isso, antes ainda de ser julgado pelo órgão colegiado da Suprema Corte. Não discuto a legalidade ou a razão jurídica. Percebam que, de cinco presidentes eleitos após a redemocratização, apenas um, Fernando Henrique, não foi preso ou sofreu impeachment. Nosso país não merece seguir refém desse cabo de guerra jurídico-político que só atrasa a vida de todos há anos.

Até quando vamos ficar dobrando a aposta pra ver o que acontece? Até quando nossa energia será consumida na busca de exterminar adversários mais do que em erradicar os graves problemas do país?

Como nação, é hora de refletir sobre os graves danos da polarização e buscar novos caminhos. Não é mais sobre qual lado tem razão, é sobre manter a serenidade e a esperança no Brasil que sonhamos e queremos ter.”

Tarcísio de Freitas

Jorginho Mello