O dólar encerrou a sessão desta segunda-feira (15) em queda de 0,61%, cotado a R$ 5,3211, no menor patamar desde 6 de junho de 2024, quando fechou a R$ 5,2498. Ao longo do dia, a moeda americana chegou a tocar a mínima de R$ 5,3090, refletindo o movimento global de enfraquecimento do dólar diante da expectativa de corte de juros nos Estados Unidos.
O dólar não atingia uma cotação tão baixa frente ao real há mais de 15 meses. A última vez que a moeda americana fechou abaixo dos R$ 5,32 foi em 6 de junho de 2024, quando encerrou o dia cotada a R$ 5,2498.
Em 2025, o dólar acumula uma desvalorização de aproximadamente 12% frente ao real. Essa queda reflete uma combinação de fatores internos e externos que têm favorecido a moeda brasileira ao longo do ano.
No mercado acionário, o Ibovespa avançou 0,90%, aos 143.547 pontos, superando o recorde anterior de 143.150 registrado em 11 de setembro. O índice chegou a atingir a máxima intradiária de 144.194 pontos, mas perdeu tração nas horas finais do pregão.
O desempenho dos ativos domésticos foi impulsionado pelo diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos, em meio à expectativa de que o Federal Reserve anuncie, na próxima quarta-feira (17), um corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica americana, atualmente entre 4,25% e 4,50%. A perspectiva de afrouxamento monetário nos EUA tem favorecido o ingresso de capital estrangeiro em mercados emergentes, como o brasileiro.
Por aqui, a expectativa é de manutenção da Selic em 15% ao ano, o que reforça o atrativo relativo dos ativos locais. “Temos um diferencial de juros bastante favorável para o ingresso de fluxo de capital especulativo para o Brasil, e isso favorece o real”, avaliou Daniel Teles, sócio da Valor Investimentos.
Além da Superquarta, o mercado repercutiu indicadores domésticos divulgados pela manhã. O Boletim Focus mostrou leve revisão para baixo na projeção de inflação para 2025, de 4,85% para 4,83%, enquanto o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) de julho registrou queda de 0,5% na comparação mensal, sinalizando desaceleração da atividade econômica.
No exterior, os índices S&P 500 e Nasdaq renovaram máximas históricas intradiárias, reforçando o apetite por risco global. A combinação de juros mais baixos nos EUA e estabilidade na política monetária brasileira tem sustentado o bom humor dos investidores.


