
A participação do primeiro-ministro britânico Keir Starmer na COP30, marcada para novembro em Belém do Pará, está sob avaliação pelo governo do Reino Unido, segundo revelou o Financial Times.
A hesitação expõe divisões internas entre aliados que defendem sua presença na cúpula climática e assessores que priorizam a agenda doméstica.
A conferência, que reunirá líderes mundiais para discutir metas ambientais, ocorre em um momento sensível para o Partido Trabalhista, recém-chegado ao poder. A ausência de Starmer, ainda não confirmada oficialmente, seria interpretada como um recuo diplomático, especialmente após críticas feitas por ele ao ex-premiê Rishi Sunak, que não compareceu à COP27 em 2022.
Segundo fontes citadas pelo jornal britânico, a infraestrutura limitada de Belém também pesa na decisão. A cidade enfrenta escassez de hospedagem adequada e diárias que ultrapassam US$ 2 mil, o que levanta preocupações logísticas para delegações internacionais.
A presença britânica na COP30 deve ser representada por Ed Miliband, ministro da Energia e Segurança Energética, durante a fase principal da conferência, entre os dias 10 e 21 de novembro. A cúpula de líderes está prevista para os dias 6 e 7.
Ambientalistas e ex-conselheiros do governo alertam que a ausência de Starmer pode enfraquecer o papel do Reino Unido no Acordo de Paris e abrir espaço para narrativas negacionistas, como as defendidas pelo presidente americano Donald Trump.
A COP30 será a primeira conferência climática da ONU realizada na Amazônia. O governo brasileiro, anfitrião do evento, espera que a escolha de Belém simbolize o compromisso global com a preservação da floresta tropical e a justiça climática.
A decisão final sobre a presença de Starmer deve ser tomada nas próximas semanas, em meio a pressões diplomáticas e desafios internos.



