A aposentadoria antecipada do ministro Luís Roberto Barroso do Supremo Tribunal Federal (STF) gerou uma onda de mobilização nas redes sociais em defesa de uma mulher para ocupar a vaga deixada por ele. Entre os artistas que se posicionaram, destacam-se nomes como Anitta, Fernanda Torres e Juliette , que usaram suas plataformas para levantar a questão da representatividade feminina na Suprema Corte.
Anitta, por exemplo, lembrou que apenas três mulheres ocuparam uma das 11 cadeiras do STF nos 172 anos de sua história, e defendeu que o país, com uma população majoritariamente feminina, tem pessoas qualificadas para o cargo.

A atriz Fernanda Torres. A intérprete de Eunice Paiva no premiado filme Ainda estou Aqui fez uma postagem no seu Instagram com a seguinte mensagem: “Caro presidente Lula, pense bem, o Brasil merece. Escolha uma mulher para o STF!”
Melina Fachin, filha do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, se juntou nesta quarta-feira (15/10) à campanha para que uma mulher seja indiciada ao cargo de ministro do Supremo: #umamulhernostf.

A ex-BBB Juliette, por sua vez, reforçou a reivindicação, dizendo que, em sua visão, seria “bem justo” que a vaga de Barroso fosse ocupada por uma mulher. Juliette lembrou que as mulheres são maioria no Brasil e que, apesar das adversidades enfrentadas, merecem mais voz nos espaços de poder. A artista compartilhou também um abaixo-assinado em apoio à pauta, somando forças para uma mudança histórica na Corte.

Bruna Griphao, também em suas redes sociais, questionou a falta de mulheres em cargos de poder no Brasil. “Em um país onde a gente [mulher] é maioria, vocês não acham minimamente justo a gente ter mulheres nos cargos de poder?”, afirmou a atriz, enfatizando a necessidade de maior representatividade feminina nas instituições. Ela ainda pediu que sua mensagem fosse repassada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, responsável pela indicação do novo ministro ou ministra do STF.
Em entrevista recente, Barroso demonstrou simpatia pela ideia de uma mulher ser escolhida para sua vaga. O ministro, que se aposentará antes do final de seu mandato, afirmou ser defensor de uma maior presença feminina nos tribunais superiores e afirmou que “veria com gosto” a escolha de uma mulher para o STF, ressaltando, no entanto, que a decisão é prerrogativa do presidente da República.


