A Shein, que também opera no Brasil, aposta agora em lojas físicas, além dosmarketplaces. (Foto Divulgação)


A Comissão Europeia, principal órgão executivo da União Europeia (UE), informou que vai coordenar uma investigação junto às autoridades de seus países-membros contra a varejista chinesa Shein, com base em suspeitas de que a empresa infringe as regras de proteção ao consumidor do bloco, segundo informa a plataforma a Deutsche Welle (DW), empresa pública de jornalismo Alemanha.


Segundo a plataforma, o marketplace chinês Temu é investigado pela UE sob as mesmas acusações desde outubro de 2024. A UE entende que as empresas não agem para impedir os comerciantes de usarem suas plataformas para a venda de produtos irregulares, como falsificações. A Comissão ameaça penalizar as varejistas chinesas pela venda dessas mercadorias, mesmo que atuem apenas como intermediadoras.


“Os marketplaces podem ser responsabilizados pela venda de produtos irregulares ou perigosos. Eles estão isentos de responsabilidade pelo comportamento ilegal dos vendedores, mas sujeitos a certas condições”, estipulou a Comissão num documento de diretrizes.
A investigação será liderada pela Rede de Cooperação em Defesa do Consumidor (CPC), órgão da Comissão Europeia que já aplicou medidas contra empresas como Booking.com, Airbnb, Facebook e Twitter.

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IMPORTAÇÕES


O objetivo do bloco de países é reprimir uma enxurrada de importações de produtos de baixo valor que entram todos os dias na Europa. A Comissão calcula que 4,6 bilhões de euros (R$ 27,6 bilhões) em itens de baixo valor – ou seja, de menos de 22 euros – foram importados pela UE em 2024, o dobro do registrado no ano anterior. O valor equivale a 12 milhões de pacotes por dia, nove em cada dez provenientes da China.


O órgão entende que importações baratas e “inseguras”, principalmente de dispositivos eletrônicos, representam uma concorrência desleal para os vendedores da UE, e cita o impacto climático negativo do envio de um grande volume de pacotes.


“Observamos um aumento do número de produtos de baixo valor vendidos por comerciantes de fora da UE em mercados online”, destacou a vice-presidente da Comissão Europeia, Henna Virkkunen. “Muitos deles foram considerados inseguros, falsificados ou até mesmo perigosos e, portanto, em geral não atendem aos nossos padrões.”


Diz a DW que a Comissão indicou ainda que vai propor aos países do bloco o pagamento de uma taxa de manuseio para cobrir o custo de supervisão das importações feitas diretamente por consumidores em plataformas de comércio eletrônico.


Uma nova diretriz que admite a varredura de segurança pela primeira vez permitirá aos países da UE verificarem os produtos por meio de uma ferramenta de vigilância eletrônica, antes do envio aos consumidores. Mas sua implementação aumenta os custos alfandegários.

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