Gaza é um território em escombros, após os continuados ataques de Israel desde 2023. (Reprodução TV)


Em sua conta nas redes sociais, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou nesta quinta-feira (6) a seguinte mensagem: “A Faixa de Gaza seria entregue aos Estados Unidos por Israel no final dos combates. Os palestinos, pessoas como Chuck Schumer, seriam reassentados em comunidades muito mais seguras e bonitas, com casas novas e modernas, na região. Eles realmente teriam a chance de ser felizes, seguros e livres. Os EUA, trabalhando com grandes equipes de desenvolvimento de todo o mundo, começariam lenta e cuidadosamente a construção daquilo que se tornaria um dos maiores e mais espectaculares desenvolvimentos do seu gênero na Terra. Nenhum soldado dos EUA seria necessário! A estabilidade para a região reinaria!!!”

Assim, Trum reitera que a Faixa de Gaza seria “entregue aos EUA por Israel” após o fim da guerra com o Hamas. Apesar das críticas internacionais, o presidente americano mantém o plano que ele comentou nesta semana para o território palestino.


Em coletiva ao lado do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, na terça-feira (4), Trump afirmou que os Estados Unidos controlarão Gaza e pontuou que os palestinos deveriam ser realocados para outros locais, como Jordânia e Egito.

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Na quarta-feira (5), o secretário de Estado americano, Marco Rubio, tentou justificar o comentário do presidente e destacou que a fala era apenas uma proposta para que “assumissem a responsabilidade pela reconstrução daquela área” e que a população se mudasse temporariamente durante o processo.


Entretanto, em publicação nas redes sociais nesta quinta, Trump disse que, quando Gaza fosse “entregue”, “os palestinos (…) já teriam sido reassentados em comunidades muito mais seguras e bonitas, com casas novas e modernas, na região”.


Diversos líderes mundiais rejeitaram a ideia de os Estados Unidos assumirem Gaza e realocarem a população do território.


Além disso, palestinos em Gaza advertiram que não sairão de lá, por mais que grande parte do local esteja destruída, relembrando quando, em 1948, cerca de 700 mil pessoas foram expulsas ou forçadas a fugir de suas casas durante a criação de Israel.

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