O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem se articulado para realizar uma reforma ministerial em etapas, com a primeira fase focada em mudanças no entorno imediato, especialmente nos gabinetes do Palácio do Planalto, e prevista para ser concluída antes do Carnaval, em março. Já ocorreram algumas trocas, como a substituição de Paulo Pimenta por Sidônio Palmeira na Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom), e a mudança da Secretaria-Geral do Planalto, com a deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR) sendo apontada como substituta de Márcio Macêdo.
A segunda fase da reforma se concentrará em ministérios ocupados por membros do PT, com mudanças em áreas como o Ministério das Mulheres, o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, e o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. A pasta do Desenvolvimento Social, atualmente sob o comando de Wellington Dias, pode ser repassada ao Centrão, caso o PT mantenha o controle da Secretaria de Relações Institucionais. José Guimarães (PT-CE) é cotado para o cargo, em uma movimentação que visaria também fortalecer a liderança do PT com a possível ida de Edinho Silva à presidência do partido.
A terceira etapa da reforma ministerial envolve a troca de nomes em ministérios ocupados por partidos aliados, como o Ministério da Agricultura, liderado atualmente por Carlos Fávaro (PSD), e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, comandado por Geraldo Alckmin (PSB). O Centrão tem interesse em assumir o comando da pasta da Agricultura, e o nome de Arthur Lira (PP-AL) é cotado para o cargo. No entanto, Lula só avançaria com essas mudanças se houver acordo entre os aliados.
Embora algumas trocas sejam defendidas com urgência, como a de Alexandre Padilha para o Ministério da Saúde, outros ministérios, como a Casa Civil, comandada por Rui Costa, e o Ministério de Minas e Energia, com Alexandre Silveira à frente, são vistos por Lula como “imexíveis”, especialmente pela proximidade política dos dois ministros com o presidente. A expectativa é que as mudanças sejam concluídas ainda antes do Carnaval, como uma forma de consolidar a base política para o restante do mandato.





