Ao comentar essa transformação, Hilbert afirmou que já não se identifica com comportamentos comuns entre os homens com quem convivia. “As atitudes desses meus amigos já não condizem com a pessoa que eu sou hoje”, disse.
Durante o bate-papo, o apresentador citou exemplos da própria família para mostrar como reconhece a influência de uma cultura machista. Ele mencionou o avô como alguém amoroso, mas que reproduzia comportamentos típicos de um contexto social marcado por desigualdades de gênero.
Para Hilbert, mais do que cobrar transformações, é preciso que cada um desenvolva consciência sobre o próprio comportamento. “Acho que a mudança não é ‘ah, o que eu mudaria em um ser humano’. Eu acho que é uma coisa muito interna da pessoa sentir”, refletiu.
Ele também relatou que sua evolução pessoal fez com que passasse a identificar, com mais clareza, atitudes que antes o incomodavam, mas que ele não conseguia nomear. Hoje, segundo ele, essas percepções são mais nítidas, o que o leva a se afastar de situações e posturas que considera inadequadas.
O apresentador ainda deixou um recado aos homens que desejam repensar suas atitudes: “Eu pediria que os homens fossem menos agressivos. E conversar sempre, escutar mais”.



