Ontem à noite (11), no Rio Grande do Norte, Bolsonaro passou parte do tempo fazendo fotos com "eleitores" (Rede Social).


O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) será transferido em UTI aérea para Brasília, afirmou o senador e ex-ministro Rogério Marinho.

“Eles entenderam que há uma necessidade de deslocá-lo para Brasília”, afirmou o parlamentar. A transferência, em UTI móvel, deve ser feita no início da tarde para o hospital DF Star. “O presidente está bem, lúcido, estável, tranquilo”, acrescentou Marinho.

Bolsonaro foi internado após sentir fortes dores abdominais na madrugada de sexta-feira (11), em virtude de uma obstrução parcial do intestino grosso. Ele foi atendido às pressas em um hospital público de Santa Cruz, no interior do Rio Grande do Norte, e depois levado de helicóptero à capital potiguar.

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Bolsonaro está no estado para sua primeira agenda do Rota 22, uma caravana do Partido Liberal em defesa da anistia aos envolvidos nos ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023. Ele passaria na sexta-feira pelas cidades de Acari, Oiticica e Pau dos Ferros. Chegou a participar de um ato em Bom Jesus, mas foi hospitalizado na sequência.

Um homem está deitado em uma cama de hospital, com vários fios conectados ao seu corpo. Ele está sem camisa, com um lençol cobrindo a parte inferior do corpo. O homem faz um gesto de positivo com a mão direita, enquanto tem tubos de oxigênio e monitores ao seu redor. O ambiente é típico de um hospital, com equipamentos médicos visíveis ao fundo.

O ex-presidente apresenta um quadro de obstrução parcial do intestino, que dificulta a passagem de líquidos e alimentos do intestino delgado para o intestino grosso, assim como a liberação de gases e fezes.

“É isso o que provoca a distensão abdominal e as dores que ele estava sentindo”, afirmou ontem (11) Luiz Roberto Fonseca, diretor médico do Hospital Rio Grande, em Natal, onde o presidente ainda está internado. “O quadro inspira cuidados, mas não apresenta sinais de maiores gravidades no momento”, completou o diretor médico.

A condição enfrentada agora por Bolsonaro tem relação, segundo aliados, com a facada sofrida pelo então candidato presidencial em setembro de 2018. Desde então, ele já fez cinco cirurgias.