Em resposta à convocação de 4,5 milhões de milicianos venezuelanos, o governo de Donald Trump endureceu o discurso e a ação contra o regime de Nicolás Maduro, na Venezuela.
Declaração da Casa Branca foi feita pela porta-voz Karoline Leavitt. Ela afirmou que os Estados Unidos estão prontos para usar “toda a força” contra o que classifica como um “cartel narcoterrorista” liderado por Maduro.
A escalada verbal é acompanhada de uma movimentação militar no Caribe.
Três navios de guerra norte-americanos, destróieres equipados com sistemas de mísseis guiados, foram deslocados para perto da costa venezuelana, sob a justificativa oficial de combater o tráfico de drogas.
A ação, confirmada por agências de notícias como Reuters e AP, envolve o posicionamento de mais de 4.000 militares na região.
Caracas, por sua vez, reagiu. Em nota, o governo venezuelano chamou a acusação de “ameaças” que colocam em risco a paz e a estabilidade regional.
Maduro, sem citar diretamente a movimentação dos navios, afirmou em discurso que o país “defenderá nossos mares, nossos céus e nossas terras”, em resposta a um “império em declínio”.
Acusações e recompensa
As ações militares e a retórica agressiva coincidem com o aumento de uma recompensa por informações que levem à prisão ou condenação de Maduro.
O valor, que começou em US$ 15 milhões em 2020 e subiu para US$ 25 milhões em janeiro de 2025, foi dobrado para US$ 50 milhões.
A cifra ultrapassa, de longe, os US$ 25 milhões inicialmente oferecidos por Osama Bin Laden após os atentados de 11 de setembro de 2001.
Maduro é formalmente acusado pelo Departamento de Justiça dos EUA de envolvimento com narcoterrorismo, tráfico de drogas e outros crimes relacionados. O governo norte-americano o aponta como o líder do Cartel de los Soles, classificado como organização terrorista internacional.
Apesar da medida, vista como um gesto político, o governo de Nicolás Maduro continua no poder, e a recompensa não representa um pedido internacional de prisão. Enquanto isso, o regime se blinda com o apoio de aliados estratégicos como Rússia, China e Irã.





