Topo do ranking, Maranguape, no Ceará, fica a 30 km de Fortaleza; é uma das dez cidades mais violentas do país. (Foto: Prefeitura)


Das dez cidades mais violentas do Brasil, todas estão no Nordeste. Isso é o que mostra o Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, cujos dados foram divulgados nesta quinta-feira, 24. Destacam-se Ceará e Bahia, que concentram oito desses municípios.

Por trás da escalada da tensão, estão os confrontos entre facções criminosas, que disputam as melhores rotas de venda de drogas, e o avanço do tráfico para as regiões metropolitanas e para o interior.

No topo do ranking, está Maranguape, a menos de trinta quilômetros de Fortaleza, que já aparecia entre os dez municípios mais violentos na edição anterior do estudo. O município tem 79,9 óbitos por cem mil habitantes.

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A segunda colocada é Jequié, no sudoeste da Bahia, com com 77,6 óbitos a cada cem mil moradores. Entre as primeiras, há até destinos turísticos famosos, como Porto Seguro (BA), com taxa de 59,7.

A primeira capital da lista é Salvador, na 20ª posição, com indicador de 52 assassinatos.

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O Brasil, por sua vez, atingiu neste ano o número mais baixo de homicídios da série histórica, iniciada em 2011. É a quarta queda consecutiva.

“A queda poderia ser maior se houvesse mecanismos de enfrentamento ao crime organizado mais eficientes. Isso passa pelo fortalecimento da investigação, pela redução da impunidade, pelo combate à lavagem de dinheiro”, diz Renato Sérgio de Lima, diretor-presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

“Sem investir no combate à lavagem de dinheiro, não daremos conta do PCC (Primeiro Comando da Capital)ou do Comando Vermelho, duas grandes holdings criminais que se transformam em quase consórcios”, acrescenta.

Os casos descritos como homicídios pelo anuário, uma das principais publicações do setor, correspondem à contabilização de mortes violentas intencionais.

Considerado o principal indicador para aferir os níveis de violência do Brasil, ele agrega casos de homicídio doloso, latrocínio, lesão corporal seguida de morte e mortes decorrentes de intervenções policiais.