Chuva e greve de ônibus na cidade de São Paulo dificultam a volta para casa nesta terça-feira (9) — Reprodução


A paralisação de motoristas e cobradores de ônibus em São Paulo, iniciada no fim da tarde desta terça-feira (9), provocou caos na volta para casa de milhares de passageiros. A greve, deflagrada de forma inesperada por volta das 16h30, atingiu linhas em todas as regiões da capital. Segundo o Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano, o estopim foi o atraso no pagamento do 13º salário, após as empresas comunicarem que não conseguiriam cumprir o prazo inicialmente acordado.

Nas redes sociais, usuários relataram longas esperas nos pontos de ônibus, dificuldades para embarcar e preços elevados em aplicativos de transporte devido à alta demanda. A forte chuva que atingiu a cidade no mesmo horário agravou a situação, aumentando o trânsito e elevando ainda mais o valor das corridas. Muitos passageiros disseram compreender a necessidade de reivindicações trabalhistas, mas criticaram a falta de aviso prévio da paralisação.

Segundo o sindicato, o movimento começou de forma espontânea após motoristas e cobradores serem informados de que as duas parcelas do 13º salário seriam pagas apenas em 12 de dezembro. A entidade afirma que havia aceitado uma negociação prévia, mas que a categoria se revoltou com a comunicação formalizada pelas empresas. Para os trabalhadores, o atraso representa desrespeito e insegurança financeira.

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A greve atinge garagens de empresas como Express, Gato Preto, Santa Brígida, Sambaíba, Mobibrasil, Campo Belo e outras, totalizando mais de uma dezena de operadoras com atividades comprometidas. Algumas companhias, porém, seguem funcionando normalmente, entre elas Spencer, Norte Buss, Allibus, Pêssego e Auto Bless, segundo a listagem do sindicato.

A prefeitura ainda acompanha os desdobramentos da paralisação, que deve seguir ao longo da noite e pode continuar na quarta-feira (10). Enquanto isso, passageiros seguem enfrentando dificuldades para se deslocar, num cenário agravado pela forte chuva e pelo horário de pico — combinação que transformou o início de noite paulistano em um verdadeiro colapso de mobilidade urbana.