O pagamento das cotas condominiais no estado de São Paulo encerrou 2025 em queda, segundo balanço divulgado pela Lello com base nos dados do Data Lello, núcleo estatístico da administradora. O levantamento analisa a evolução do comportamento financeiro dos condomínios ao longo dos últimos seis anos, a partir de uma base de 3,5 mil empreendimentos, que somam cerca de 300 mil unidades residenciais distribuídas pela capital paulista, região metropolitana, interior e litoral do estado.
De acordo com os dados consolidados de 2025, o índice médio de inadimplência após o prazo bancário, de até 30 dias do vencimento, foi de 4,72% do total de boletos emitidos. Já a inadimplência após a cobrança realizada pela Lello ficou em 2,03%, indicando que a maior parte dos atrasos é regularizada ainda nas etapas iniciais do processo de cobrança, com impacto limitado no fluxo de caixa dos condomínios.
Na comparação com 2022, ano ainda marcado pelos efeitos econômicos da pandemia, os indicadores mostram melhora consistente. Naquele período, o índice de boletos não pagos após 30 dias do vencimento chegou a 6,24%, enquanto a inadimplência após a cobrança foi de 2,62%.
Entre 2022 e 2025, a inadimplência até 30 dias recuou 1,52 ponto percentual (redução de 24,4%), e a inadimplência após cobrança caiu 0,48 ponto percentual (18,3%).
A análise histórica entre 2019 e 2025 indica que, apesar de oscilações ao longo do período, os índices passaram a apresentar queda gradual e consistente a partir de 2023, refletindo maior previsibilidade financeira dos empreendimentos e o avanço na profissionalização da gestão condominial.
Outro indicador que reforça essa tendência é o índice de impontualidade — caracterizado pelo pagamento da cota fora do prazo de vencimento, mas dentro do mesmo mês. Em 2025, esse índice ficou em 6,78%, abaixo dos patamares registrados em anos anteriores, sinalizando maior disciplina financeira por parte dos moradores e menor volatilidade no fluxo mensal de recebimentos.
“Os dados mostram que a inadimplência deixou de ser apenas um reflexo do cenário econômico e passou a estar diretamente relacionada à qualidade da gestão condominial. Processos estruturados, comunicação clara e atuação rápida nos primeiros dias de atraso fazem diferença real na saúde financeira dos condomínios”, afirma Angelica Arbex, diretora de Marketing e Estratégia da Lello Condomínios.
Manter a inadimplência em níveis próximos a 2% após a cobrança contribui para maior previsibilidade orçamentária, fortalecimento do fundo de reserva e redução da necessidade de rateios extraordinários, beneficiando síndicos, conselhos e moradores.
“O levantamento indica ainda que as famílias vêm apresentando maior equilíbrio financeiro em comparação aos anos anteriores, o que tem contribuído para a manutenção das contas em dia, mesmo em um contexto econômico desafiador”, completa Angelica.
Lello Condomínios
A Lello Condomínios é a maior administradora de condomínios do Brasil. Com soluções digitais integradas e um ecossistema de serviços que inclui inteligência artificial, plataformas próprias de gestão e atendimento, além de iniciativas sustentáveis, a Lello atua para simplificar a rotina de síndicos e moradores, tornar a gestão condominial mais ágil, integrada e transparente, e contribuir para o desenvolvimento de cidades mais eficientes e responsáveis.


