Milhares de pessoas foram às ruas de Tel Aviv para pedir a libertação de reféns israelenses em poder do Hamas e o fim do conflito na Faixa de Gaza, em 9 de agosto de 2025. (Foto: Redes Sociais)


Milhares de pessoas se reuniram em Tel Aviv neste sábado (9) para protestar e pedir o fim da guerra na Faixa de Gaza. O ato acontece um dia após o anúncio do plano de Israel de ocupar a Cidade de Gaza, a maior do território palestino. O Brasil declarou que “deplora” a decisão, temendo que ela “agrave a catastrófica situação humanitária” na região.

Após 22 meses de conflito, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, enfrenta forte pressão interna e externa para encerrar a ofensiva. A ONU estima que mais de 2 milhões de palestinos em Gaza correm risco de “fome generalizada”.

No protesto, manifestantes exibiram cartazes e fotos de reféns ainda em cativeiro, pedindo a libertação deles. As estimativas sobre o número de participantes variam: jornalistas da agência AFP calcularam “dezenas de milhares”, enquanto o Fórum das Famílias dos Reféns registrou 100 mil pessoas. Embora as autoridades não tenham fornecido um número oficial, o ato foi considerado o maior protesto recente contra a guerra.

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Plano de ocupação causa condenação internacional

O gabinete de segurança de Netanyahu aprovou o plano de tomar o controle da Cidade de Gaza na sexta-feira (8), gerando uma onda de condenações internacionais e locais. O plano prevê que o exército israelense “se prepara para tomar o controle da Cidade de Gaza” enquanto “distribui ajuda humanitária à população civil fora das zonas de combate”.

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil emitiu um comunicado afirmando que “deplora a decisão do governo israelense de expandir as operações militares na Faixa de Gaza, incluindo nova incursão à Cidade de Gaza”. O governo brasileiro também pediu “a retirada completa e imediata das tropas israelenses” e reiterou a urgência de um “cessar-fogo permanente, da libertação de todos os reféns e da entrada desimpedida de ajuda humanitária”.

Netanyahu, no entanto, mantém sua posição, afirmando em suas redes sociais: “não vamos ocupar Gaza, vamos liberar Gaza do Hamas”. O grupo Hamas, que mantém 49 reféns, criticou a decisão, alegando que ela significa o “sacrifício” dos cativos.

A urgência da situação levou o Conselho de Segurança da ONU a agendar uma reunião de emergência para este domingo (10) às 10h (11h no horário de Brasília) para discutir a crise na Faixa de Gaza.