da Redação
01 junho 2026
O Conselho Federal de Medicina (CFM) anunciou a proibição do uso do polimetilmetacrilato (PMMA) como substância preenchedora estética em todo o território nacional.
A medida, que passa a valer a partir desta terça-feira (2) com publicação no Diário Oficial da União, abrange tanto procedimentos estéticos quanto reparadores.
A única exceção prevista é para o tratamento da lipodistrofia em pacientes com HIV/Aids, realizado exclusivamente em unidades de alta complexidade credenciadas pelo SUS e seguindo protocolos do Ministério da Saúde.
O PMMA é um composto sintético formado por microesferas suspensas em gel, utilizado como preenchedor permanente.
Originalmente autorizado para correção de deformidades e reconstrução de tecidos, ganhou espaço nos últimos anos em procedimentos estéticos, como aumento de glúteos e preenchimento facial.
A prática, porém, vinha sendo alvo de críticas de entidades médicas devido ao risco de complicações graves.
A decisão do CFM ocorre após a morte da maquiadora Roseli Fernandes de Oliveira Romeiro Vieira, de 48 anos, na última terça-feira (26), em São Paulo.
Ela havia se submetido a uma remodelação de glúteos e coxas com 300 ml de PMMA — limite máximo permitido por sessão — em uma clínica no Brooklin, zona sul da capital.
No dia seguinte, Roseli apresentou dores, fraqueza e chiado no peito. Orientada a retornar ao consultório, chegou inconsciente ao local e teve o óbito constatado.
Com o episódio, o Conselho decidiu suspender definitivamente o uso da substância, reforçando alertas já feitos pela comunidade médica sobre os riscos associados ao PMMA.
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