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Petro contesta pré-contagem e não reconhece resultado eleitoral na Colômbia

Presidente denuncia irregularidades e afirma que só aceitará resultados oficiais da Justiça eleitoral colombiana

da Redação

01 junho 2026

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, anunciou nesta segunda-feira (1º) que não reconhece os resultados preliminares divulgados pelo sistema de pré-contagem das eleições presidenciais realizadas em 31 de maio. Segundo ele, houve “irregularidades graves” que comprometem a credibilidade do processo.

“Não reconhecemos os resultados da pré-contagem. O único resultado válido será o das comissões escrutinadoras da Justiça eleitoral”, declarou Petro em pronunciamento oficial.

Os dados preliminares apontaram Abelardo de la Espriella, candidato da direita, na liderança com 43,7% dos votos (cerca de 10,36 milhões). Iván Cepeda, apoiado por Petro, obteve 40,9% (9,68 milhões). Paloma Valencia ficou em terceiro lugar com 6,9%. A participação foi de 57,8% dos mais de 41 milhões de eleitores habilitados.

Petro acusou a empresa privada Thomas Greg & Sons, responsável pela logística da pré-contagem, de manipular algoritmos e incluir cerca de 800 mil registros adicionais não presentes no censo oficial. “Estamos diante de uma fraude informática que não pode ser aceita”, disse o presidente.

Iván Cepeda também se manifestou, pedindo esclarecimentos sobre inconsistências no cadastro eleitoral. “É preciso transparência absoluta para que o povo colombiano confie no resultado final”, afirmou.

Especialistas lembram que, na Colômbia, a pré-contagem não tem efeito jurídico e serve apenas como referência inicial. O resultado oficial será definido pelo escrutínio conduzido por juízes e autoridades eleitorais, processo que pode levar até um mês.

Enquanto isso, a oposição celebrou a vantagem de Espriella. “O povo colombiano escolheu mudança e ordem”, declarou o candidato em discurso a apoiadores.

O segundo turno está marcado para 21 de junho, quando Espriella e Cepeda voltarão às urnas em disputa direta. A tensão política aumenta, e organismos internacionais acompanham de perto o desenrolar da crise de confiança no sistema eleitoral colombiano.

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