da Redação
22 maio 2026
Um projeto pioneiro apoiado pela Associação Brasileira do Alumínio (ABAL) quer reduzir custos e ampliar a eficiência da produção de hidrogênio verde por meio da substituição do titânio pelo alumínio em equipamentos essenciais.
A iniciativa, batizada de Novel Bipolar Plate for PEM-Electrolysers Aluminum Based, reúne instituições do Brasil e da Alemanha e pretende acelerar a transição energética ao tornar o combustível mais acessível.
Contexto energético
O hidrogênio verde é considerado um dos pilares da descarbonização global. Produzido pela eletrólise da água com energia renovável, pode substituir combustíveis fósseis em setores de difícil descarbonização, como transporte pesado e indústria de base. Hoje, os eletrolisadores — máquinas que realizam essa separação — utilizam titânio, metal resistente, mas de alto custo.
A aposta no alumínio
O projeto investiga se o alumínio pode desempenhar a mesma função com vantagens adicionais: abundância, leveza, reciclabilidade e preço inferior. Caso os testes confirmem a viabilidade, a substituição poderá reduzir significativamente o custo dos equipamentos, diminuir o peso dos sistemas e ampliar a reciclabilidade dos componentes. Esses fatores são vistos como decisivos para viabilizar a produção em escala do hidrogênio verde.
Estrutura da iniciativa
Articulado pela ABAL desde 2023, o projeto é liderado pelo instituto alemão Fraunhofer, referência mundial em pesquisa aplicada. A proposta recebeu aprovação da rede internacional CORNET (Collective Research Network), que conecta empresas, associações e centros de pesquisa em busca de soluções industriais inovadoras.
No Brasil, participam o Instituto Senai de Inovação (ISI), o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) — unidade EMBRAPII —, a Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), além de outros parceiros industriais e acadêmicos.
“Estamos diante de uma oportunidade única de posicionar o alumínio brasileiro como insumo estratégico para a economia do hidrogênio verde. Este projeto reúne o que há de mais avançado em pesquisa industrial no Brasil e na Alemanha, com potencial real de tornar os eletrolisadores mais acessíveis e sustentáveis. Para a ABAL, apoiar essa iniciativa é reafirmar o papel do alumínio na construção de um futuro de baixo carbono”, afirma Denise Veiga, gerente da área técnica da associação.
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