da Redação
01 junho 2026
Marilyn Monroe completaria 100 anos em 2026. Encontrada morta em sua casa em Los Angeles na madrugada de 4 para 5 de agosto de 1962, a estrela teve sua morte classificada como “provável suicídio”. Seis décadas depois, o caso continua cercado de teorias, contradições e suspeitas de encobrimento.
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Entre glória e fragilidade, a trajetória da atriz se tornou terreno fértil para narrativas que misturam política, espionagem, máfia e poder.
Texto
Norma Jeane Mortenson, nome de batismo de Marilyn Monroe, nasceu em 1º de junho de 1926 e morreu aos 36 anos. Ícone mundial, enfrentava problemas emocionais que atribuía à infância difícil e ao peso da fama. Sua morte, oficialmente atribuída a overdose de barbitúricos, foi revisitada em 1982 pelo jornalista Anthony Summers, que entrevistou mais de 700 pessoas e concluiu que as circunstâncias foram “deliberadamente encobertas”.
No centro das especulações está o suposto envolvimento da atriz com John e Robert Kennedy. Testemunhos e gravações sugerem que Monroe se sentia usada e traída. Há relatos de que Robert Kennedy teria visitado a atriz no dia de sua morte, embora nunca tenha admitido estar em Los Angeles. A governanta Eunice Murray e o psiquiatra Ralph Greenson relataram ter encontrado o corpo na madrugada de 5 de agosto, mas outras testemunhas apontam para um horário mais cedo, entre 22h e meia-noite do dia 4.
A discrepância reforça a tese de manipulação da narrativa oficial. O médico legista Thomas Noguchi indicou como provável hora da morte 23h ou meia-noite, o que mudaria a data para 4 de agosto. Summers também encontrou registros de uma ambulância enviada à casa da atriz, sugerindo que houve atraso na comunicação da morte.
Apesar das teorias de assassinato, Summers afirma não ter encontrado provas nesse sentido. Para ele, o mais provável é que Monroe tenha morrido por overdose acidental, hipótese reforçada pelo histórico de tentativas anteriores. “Parecia totalmente possível que ela tivesse morrido por overdose acidental. Ou que tivesse se matado deliberadamente”, disse.
Novos depoimentos acrescentaram peças ao enigma. O cabeleireiro Sydney Guilaroff relatou que Monroe lhe telefonou às 21h30 da noite da morte, letárgica e incomodada, dizendo sentir-se traída por homens poderosos. A governanta também afirmou que Robert Kennedy esteve na casa naquela tarde e discutiu com a atriz.
Mesmo no centenário, Marilyn continua a fascinar. Sua imagem está espalhada pelo mundo, em objetos e obras culturais, mas também em livros e filmes que tentam decifrar sua vida. “Ela foi muito mais do que um ícone”, disse Summers. “Era uma mulher inteligente, submetida a uma pressão quase insuportável. No fim, pode-se dizer que essa pressão a matou.”
As últimas palavras da atriz à revista Life reforçam seu desejo de ser levada a sério: “Por favor, não me transforme em uma piada. Quero ser uma artista, uma atriz com integridade.”
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