da Redação
01 junho 2026
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, deve reunir os líderes partidários nesta curta semana (quinta, 4 de junho, é celebrado Corpus Christi) para discutir a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que altera a jornada de trabalho no regime 6×1.
O texto, já aprovado pela Câmara dos Deputados, prevê a adoção de dois dias de descanso semanal ainda neste ano, com implementação em até 60 dias após a promulgação.
A proposta também estabelece a redução gradual da carga horária de 44 para 40 horas semanais, em um período de 14 meses.
A expectativa é que a matéria seja encaminhada à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), mas a definição de calendário para análise e votação ainda depende de acordo entre os líderes.
O avanço da PEC, no entanto, pode ser retardado pelo esvaziamento de Brasília nesta semana.
O Senado terá apenas sessões remotas, com pautas consensuais, enquanto diversas autoridades participam em Lisboa de um fórum jurídico organizado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes — evento apelidado de “Gilmarpalooza”.
Alcolumbre não viajará à Europa. Nesta segunda-feira (1º), cumpre agenda no Amapá, onde participa da entrega de um programa do Ministério das Comunicações voltado à ampliação do acesso à internet no estado.
Apesar da relação desgastada com o presidente Lula e o governo federal, o senador deve usar o evento como vitrine de entrega à população amapaense.
Até o momento, Alcolumbre não sinalizou intenção de barrar a PEC. Por outro lado, tem adotado gestos que indicam possível desaceleração da tramitação.
Encaminhou à CCJ uma proposta alternativa apresentada pela oposição, sem força suficiente para avançar, mas que poderá servir como instrumento de tentativa de alteração do texto aprovado pela Câmara.
Além disso, já convocou sessão de debates sobre os impactos econômicos da medida, o que sugere que a discussão no Senado será mais extensa do que a ocorrida na Câmara.
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