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PGR deve rejeitar delação de Vorcaro e opinar sobre prisão até quarta

Manifestação será enviada ao STF; Mendonça decidirá destino do banqueiro após parecer técnico da PGR

da Redação

15 junho 2026

PGR deve rejeitar delação de Vorcaro e opinar sobre prisão até quarta

A Procuradoria-Geral da República (PGR) prepara duas manifestações decisivas sobre o banqueiro Daniel Vorcaro, que devem ser enviadas ao Supremo Tribunal Federal (STF) até quarta-feira (17).

Uma delas trata da proposta de delação premiada, já rejeitada pela Polícia Federal e que também deve ser recusada pela PGR.

A outra manifestação será técnica e abordará o local de cumprimento da prisão, sem indicar preferência, deixando a decisão final ao relator do caso, ministro André Mendonça.
Internamente, a equipe da PGR trabalha com o prazo de quarta-feira, embora exista a possibilidade de envio ainda nesta segunda (15).

O destino de Vorcaro, após a negativa da delação, tornou-se um impasse. A Polícia Federal defende sua transferência para o Complexo da Papuda, em Brasília, mas há preocupações com segurança e integridade física caso seja colocado em cela comum.

Na chamada “Papudinha”, já está preso Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, e a lei impede contato entre investigados.

A defesa insiste em prisão domiciliar, mas pedidos semelhantes já foram negados pelo ministro André Mendonça em outros processos. Assim, o futuro de Vorcaro dependerá da análise técnica da PGR e da decisão final do STF.

O caso de Daniel Vorcaro ganhou relevância após a recusa da Polícia Federal em aceitar sua delação premiada, considerada insuficiente.

A PGR deve seguir a mesma linha, reforçando a dificuldade de negociação para o banqueiro. A discussão sobre o local da prisão expõe dilemas de segurança e logística: Papuda, Papudinha ou prisão domiciliar.

A defesa busca alternativas mais brandas, mas o histórico de decisões do relator indica resistência. A trajetória do caso mostra um investigado tentando negociar benefícios, autoridades firmes em negar acordos e um desfecho que caberá ao Supremo Tribunal Federal.

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