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Trump anuncia envio de tropas à Polônia; Otan quer reduzir dependência dos EUA

O ministro das Relações Exteriores da Polônia, Radoslaw Sikorski, agradeceu nesta sexta-feira (22) ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump,...

Trump anuncia envio de tropas à Polônia; Otan quer reduzir dependência dos EUA

Trump anuncia envio de tropas à Polônia; Otan quer reduzir dependência dos EUA.

da Redação

22 maio 2026

O ministro das Relações Exteriores da Polônia, Radoslaw Sikorski, agradeceu nesta sexta-feira (22) ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pela decisão de enviar 5 mil soldados americanos ao país.

“Quero agradecer ao presidente Trump por seu anúncio sobre a rotação, sobre o fato de que a presença de tropas americanas na Polônia permanecerá mais ou menos nos níveis anteriores”, disse durante reunião da Otan em Helsingborg, na Suécia. “Tudo está bem quando termina bem”, acrescentou.

Em mensagem publicada na rede social Truth Social, Trump mencionou sua relação com o presidente polonês Karol Nawrocki, nacionalista conservador, para justificar a decisão.

“Dada a eleição do atual presidente da Polônia, Karol Nawrocki, que tive orgulho de apoiar, e nossas relações com ele, tenho o prazer de anunciar que os Estados Unidos enviarão 5 mil soldados adicionais à Polônia”, escreveu.

O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, também reagiu ao anúncio. “É claro que apoio essa decisão”, afirmou ao chegar à reunião. Segundo ele, o objetivo da aliança, a longo prazo, é ser menos dependente dos Estados Unidos.

Desde o retorno de Trump à Casa Branca, líderes europeus vivem sob a ameaça constante de um possível desengajamento americano da Otan. Nas últimas semanas, o presidente anunciou a retirada de 5 mil soldados da Alemanha, sem aviso prévio à Europa.

A ministra das Relações Exteriores da Suécia, Maria Malmer Stenergard, avaliou que as mudanças tornam a situação “confusa”. “Nem sempre é fácil se orientar”, disse, defendendo maior esforço europeu em defesa própria.

O anúncio foi feito pouco antes da reunião de chanceleres da Otan, da qual participa o secretário de Estado Marco Rubio. Ele afirmou que as decisões americanas não têm caráter “punitivo”.

“Não é uma medida punitiva, é simplesmente um processo contínuo que já existia anteriormente”, disse. Mas acrescentou que será preciso “responder” às “preocupações” de Trump sobre o Oriente Médio.

“Os sentimentos do presidente — para falar francamente, sua preocupação em relação a alguns de nossos aliados da Otan e à reação deles às nossas operações no Oriente Médio — são bem conhecidos; será preciso responder a isso, mas isso não será resolvido nem tratado hoje”, afirmou.

Rubio declarou ainda que Trump estava “muito decepcionado” com países que não autorizaram o uso de suas bases, citando a Espanha.
“Há países, como a Espanha, que negam aos Estados Unidos o uso dessas bases — então por que fazem parte da Otan? É uma questão totalmente legítima”, disse em Miami. “Para ser justo, outros países da Otan foram de grande ajuda. Mas precisamos discutir isso.”

Autoridades da aliança ressaltaram que os EUA não solicitaram aos 32 membros participação direta na guerra contra o Irã, mas muitos permitiram o uso de espaço aéreo e bases militares.

Além das tensões ligadas ao conflito, a Otan também foi abalada pela intenção de Trump de assumir o controle da Groenlândia, território autônomo da Dinamarca.

Durante a reunião em Helsingborg, ministros europeus destacaram que estão prontos para contribuir para a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irã desde o início da guerra, e assumir maiores responsabilidades pela segurança do continente.

Ainda não se sabe de onde virão as tropas adicionais para a Polônia. Inicialmente, autoridades americanas disseram que seriam retiradas da Alemanha, mas depois anunciaram o adiamento do envio. Também foi suspenso o plano de deslocar mísseis Tomahawk de longo alcance para o território alemão.

O comandante supremo aliado da Otan, general Alexus Grynkewich, tentou tranquilizar os europeus, afirmando que as reduções ocorrerão ao longo de vários anos, para dar tempo aos países de desenvolver capacidades próprias.

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