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Trump anuncia morte de Niño Guerrero, líder da maior facção da Venezuela

Considerado um dos criminosos mais procurados das Américas, ele comandava uma rede envolvida em tráfico, extorsão e lavagem de dinheiro

da Redação

13 junho 2026

Trump anuncia morte de Niño Guerrero, líder da maior facção da Venezuela

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na noite de sexta-feira (12) a morte de Héctor Rusthenford Guerrero Flores, conhecido como Niño Guerrero, apontado como líder da organização criminosa venezuelana Tren de Aragua. Segundo Trump, a ação foi realizada pelo Comando Sul das Forças Armadas dos EUA em coordenação com o governo da Venezuela.

Em publicação na rede Truth Social, o presidente americano afirmou que a operação foi um ataque “rápido e letal” que eliminou com sucesso o líder da organização, considerada pelos Estados Unidos como um grupo terrorista. Trump não informou o local nem a data exata da ação.

O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, confirmou a operação e afirmou que ela reforça a cooperação entre Washington e Caracas no combate ao crime organizado transnacional. Até o momento, a Casa Branca, o Pentágono e o Comando Sul não divulgaram detalhes adicionais sobre a missão.

Niño Guerrero era considerado pelas autoridades americanas o principal líder do Tren de Aragua há mais de uma década. Nascido em Maracay, no estado venezuelano de Aragua, ele começou a aparecer nos registros policiais no início dos anos 2000 e foi preso em 2010 por crimes relacionados a homicídio, tráfico de drogas e roubo.

Após fugir da prisão em 2012, foi recapturado no ano seguinte e retornou ao presídio de Tocorón, que se transformou no principal centro de operações da organização criminosa. Mesmo encarcerado, Guerrero consolidou seu poder e passou a comandar as atividades do grupo de dentro da unidade prisional.

Segundo investigações, o criminoso desfrutava de privilégios incomuns dentro da prisão, incluindo residência própria, acesso a áreas de lazer e liberdade para receber visitantes. Sob sua liderança, o Tren de Aragua expandiu sua atuação para diversos países das Américas, tornando-se uma das maiores organizações criminosas da região.

As autoridades atribuem ao grupo atividades como extorsão, sequestro, tráfico de drogas, tráfico de pessoas, contrabando de migrantes, mineração ilegal e lavagem de dinheiro. A organização também é acusada de manter alianças com facções criminosas em diferentes países, incluindo o Brasil.

Em dezembro do ano passado, Guerrero foi indiciado por um tribunal federal de Nova York por conspiração para cometer extorsão e apoio a atividades terroristas. O Departamento de Estado dos EUA chegou a oferecer uma recompensa de até US$ 5 milhões por informações que levassem à sua captura.

A morte de Niño Guerrero representa um dos golpes mais significativos já desferidos contra o Tren de Aragua, organização que se tornou símbolo da expansão do crime organizado venezuelano além das fronteiras do país.

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