O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a elevar o tom contra o Irã nesta quarta-feira (28) ao afirmar que está disposto a autorizar uma operação militar caso Teerã não aceite firmar um novo acordo nuclear com Washington. Em publicação na rede Truth Social, Trump disse que uma “enorme armada” norte-americana estaria a caminho da região, liderada pelo porta-aviões USS Abraham Lincoln, e afirmou que a ofensiva seria maior do que a mobilização realizada recentemente na Venezuela.

No texto, o presidente norte-americano relembrou ações militares passadas e ameaçou consequências mais severas caso o Irã não negocie. Trump mencionou o bombardeio de instalações nucleares iranianas realizado no ano anterior em parceria com Israel e alertou que um novo ataque seria “muito pior”. “O tempo está se esgotando”, escreveu, defendendo um acordo que impeça o Irã de desenvolver armas nucleares.
Após as declarações, a missão do Irã junto à Organização das Nações Unidas afirmou que o país está aberto ao diálogo, desde que baseado em respeito mútuo, mas garantiu que responderá militarmente se for atacado. Em paralelo, o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, negou que Teerã esteja buscando negociações sob pressão e disse que não houve contatos recentes com autoridades norte-americanas, contrariando afirmações feitas por Trump.
As tensões aumentaram após o envio de um porta-aviões dos EUA ao Oriente Médio, movimento que autoridades iranianas classificaram como preparação para um “pior cenário”, incluindo a possibilidade de guerra total. O cenário é agravado pela repressão violenta a protestos internos no Irã, que, segundo ativistas, já resultou em mais de seis mil mortes, elevando a preocupação internacional e o risco de um confronto direto entre os dois países.


