O presidente da Ucrânia Volodymyr Zelensky e o presidente norte-americano Donald Trump. (Foto: Arte)


O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, que está em Washington, rejeita a pressão do presidente americano Donald Trump para que seu país ceda territórios à Rússia em troca do fim da guerra.

Zelensky usou as redes sociais para reafirmar que os ucranianos “estão lutando por sua terra” e que a Crimeia, anexada pela Rússia em 2014, jamais deveria ter sido entregue.

A declaração de Zelensky veio na noite de domingo (17), em resposta a uma série de falas de Trump. Após um encontro com o presidente russo, Vladimir Putin, Trump defendeu que Zelensky aceitasse a proposta de Putin, que inclui a permanência da Crimeia sob controle russo e a renúncia da Ucrânia ao seu processo de adesão à OTAN, a aliança militar do Ocidente.

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Trump chegou a dizer que o presidente ucraniano “pode encerrar a guerra com a Rússia quase imediatamente, se quiser”.

Sem citar diretamente o nome de Trump, Zelensky rebateu a sugestão de ceder a Crimeia e outros territórios. “Todos nós compartilhamos um forte desejo de encerrar esta guerra de forma rápida e confiável. E a paz deve ser duradoura”, escreveu.

Ele relembrou que a anexação de parte do território ucraniano no passado não trouxe paz, servindo apenas como “trampolim para um novo ataque”. Zelensky completou a publicação dizendo que a Crimeia jamais deveria ter sido cedida, assim como Kiev, Odesa ou Kharkiv, que resistiram aos ataques russos em 2022.

A troca de declarações ocorre às vésperas de um encontro entre Zelensky e Trump, que deve acontecer nesta segunda-feira em Washington. A Ucrânia tem insistido que não vai abrir mão de territórios e nem de seu objetivo de integração à OTAN, apesar da pressão de diversos líderes internacionais.