O presidente Donald Trump não recebeu o almejado Prêmio Nobel da Paz, como havia declarado desejar, mas nesta sexta-feira (5), em Washington, foi agraciado com o “Prêmio da Paz — O Futebol une o mundo”, concedido pela Fifa (Federação Internacional de Futebol), presidida por seu aliado próximo, Gianni Infantino.
A Fifa inaugurou a distinção durante a solenidade de sorteio dos grupos da Copa do Mundo. O torneio será realizado no próximo ano nos Estados Unidos, Canadá e México.
A cerimônia ocorreu no Centro John F. Kennedy para as Artes Cênicas, em Washington. O troféu e a medalha foram entregues por Infantino, que justificou a escolha afirmando que Trump “é merecedor do prêmio por tudo o que fez pela paz, por tornar o mundo mais próspero”.
Um prêmio sob medida
A criação da honraria foi anunciada neste ano pela federação, por sugestão do próprio presidente norte-americano. Inicialmente, a entidade havia indicado que o reconhecimento seria atribuído a indivíduos ou organizações com “ações excepcionais pela paz”. No entanto, ao apresentar a primeira edição, Infantino anunciou diretamente Trump como vencedor.
No palco, o presidente agradeceu e declarou ter “salvado milhões e milhões de pessoas” ao encerrar, segundo ele, conflitos recentes. “Milhões de pessoas iam morrer. Conseguimos encerrar muitas guerras”, afirmou.
Contexto político e esportivo
A aproximação entre Trump e Infantino tem se intensificado nos últimos meses, com o dirigente participando de eventos na Casa Branca, inclusive em ocasiões não relacionadas ao futebol. Nesta sexta-feira, durante a assinatura de um tratado de paz entre Ruanda e a República Democrática do Congo, Trump voltou a elogiar Infantino, chamando-o de “grande líder no esporte e grande cavaleiro”.
O presidente norte-americano também vinha se promovendo como candidato ao Prêmio Nobel da Paz de 2025, criticando a decisão do comitê de laurear a líder da oposição venezuelana, María Corina Machado.


