O Banco Central (BC) encaminhou ao Ministério Público Federal (MPF) e à Polícia Federal (PF) uma nova denúncia envolvendo a antiga diretoria do Banco Master. O documento, enviado em 25 de novembro, aponta indícios de crimes como gestão fraudulenta, operações simuladas e uso de artifícios para mascarar transações sem lastro.
Segundo o BC, a apuração foi feita após a decretação da liquidação extrajudicial da instituição financeira. No relatório, a autoridade monetária afirma ter identificado “indícios de condutas relacionadas à gestão fraudulenta de instituição financeira, operações simuladas ou sem lastro e o uso de artifícios para conferir aparência de legalidade a operações desprovidas de substância econômica”.
Ainda de acordo com o documento, “os recursos provenientes do Banco Master foram reciclados por meio de uma cadeia de fundos e sociedades interpostas, de modo a conferir aparência formal de autonomia às transações, embora mantivessem a mesma origem e o mesmo beneficiário econômico final”. Para o BC, essa dinâmica “pode configurar fraude na gestão e simulação de operações financeiras, nos termos da legislação penal aplicável”.
Na tarde desta terça-feira (30), o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, e o diretor de Fiscalização do BC, Ailton de Aquino Santos, devem prestar depoimento à PF. Eles são investigados por suposta fraude de R$ 12 bilhões na venda de carteiras de crédito ao BRB.





