Diosdalfo Cabello, número 2 de Maduro, fala com apoiadores. (Reprodução)


O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, manifestou “profunda preocupação” com os relatos sobre explosões na Venezuela e afirmou que rechaça “qualquer ação militar unilateral” que possa agravar a tensão na região ou “colocar em risco a população civil”.

O presidente chileno, Gabriel Boric, condenou as ações militares americanas e fez um apelo para “uma saída pacífica à grave crise” que afeta o país sul-americano.

Disse ainda que reafirma sua adesão “aos princípios básicos do Direito Internacional, como a proibição do uso da força, a não intervenção, a solução pacífica de controvérsias internacionais e a integridade territorial dos Estados”.

A Espanha também defendeu o Direito Internacional e fez um apelo “à desescalada e à moderação”. O governo espanhol se colocou à disposição para mediar o conflito. “A Espanha está disposta a colocar seus bons ofícios à disposição para alcançar uma solução pacífica e negociada para a crise atual”, declarou o Ministério das Relações Exteriores espanhol, em nota.

O presidente espanhol, Pedro Sánchez, disse que o país acompanha “exaustivamente” a situação na Venezuela e também defendeu o respeito às normas do Direito Internacional e da Carta da ONU.

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A vice-presidente da União Europeia e representante da entidade para assuntos internacionais, Kaja Kallas, disse que conversou com o secretário de Estado americano, Marco Rubio, e com o embaixador europeu em Caracas e que está acompanhando de perto a situação na Venezuela.

Disse que a UE “tem afirmado repetidamente que Maduro não tem legitimidade e defendido uma transição pacífica. Em todas as circunstâncias, os princípios do Direito Internacional e a Carta da ONU devem ser respeitados. Pedimos contenção”, declarou, em publicação no X (ex-Twitter).

A Rússia condenou o ataque e também se ofereceu para ajudar a buscar uma solução pacífica. “Nas circunstâncias atuais, é particularmente importante evitar qualquer nova escalada e concentrar-se na busca de uma solução por meio do diálogo. Acreditamos que todas as partes com queixas existentes devem buscar soluções para seus problemas por meio do diálogo. Estamos prontos para ajudar nesses esforços”, declarou o Ministério das Relações Exteriores russo.

O Irã, aliado da Venezuela, chamou a açãoa militar de “uma violação flagrante de sua soberania nacional e integridade territorial”. O Ministério das Relações Exteriores iraniano pediu ao Conselho de Segurança da ONU que “aja imediatamente para interromper a agressão ilegal” e responsabilize os culpados.