Os EUA realizaram bombardeios em Caracas e em outros três estados e capturaram o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e sua esposa. Trump confirmou a operação em sua rede social, Truth Social, e disse que dará mais detalhes em coletiva marcada para as 13h (horário de Brasília).
A deputada democrata Melanie Stansbury declarou que o presidente não pode ordenar ataques militares sem aval do Congresso. “Esses ataques são ilegais. O presidente não tem autoridade para declarar guerra nem para realizar operações militares em grande escala sem o Congresso. O Congresso precisa agir para contê-lo imediatamente”, escreveu na rede social X (ex-Twitter).
O deputado Jim McGovern também criticou a ação. “Sem autorização do Congresso — e com a maioria dos americanos contrária a uma ação militar —, Trump lançou um ataque injustificado e ilegal contra a Venezuela. Ele diz que não há dinheiro suficiente para a saúde dos americanos, mas temos recursos ilimitados para a guerra?”, afirmou.
O senador Andy Kim disse que os secretários Marco Rubio (Estado) e Peter Hegseth (Defesa) “mentiram ao Congresso” ao negar que a operação tivesse como objetivo a mudança de regime. “Trump rejeitou o processo de aprovação exigido pela Constituição porque o governo sabe que o povo americano rejeita o risco de arrastar o país para mais uma guerra”, escreveu no X.
Kim acrescentou que o ataque “não representa força” nem “política externa sensata”. “Ele coloca americanos em risco na Venezuela e na região e envia um sinal perturbador a outros líderes de que mirar um chefe de Estado é aceitável para o governo dos EUA. Isso prejudica ainda mais nossa reputação”, disse.


